<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044</id><updated>2012-02-16T23:52:20.993-02:00</updated><title type='text'>qésh burn</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>32</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-6811382128584230552</id><published>2010-08-15T15:24:00.008-03:00</published><updated>2010-12-16T15:25:15.880-02:00</updated><title type='text'>flutuamos</title><content type='html'>encarece suas escolhas, é como volta atrás na mesma hora, no meio do salto, no centro do abismo, na cara do mundo de um jeito nada esquivo, contra a esfera mais longínqua, contra o passado, contra o muro, no fundo um furo, contra o futuro, através das mesmas chances desperdiçadas antes de decidir pela cara pintada com cuspe molhado – a boca seca poderia sugerir que fosse diferente -, entre e bata a porta, suavemente, encoste contra a face dura realidade lenta que transfigura seus passos, até aqui. agora, sente-se, sim, é apenas uma sugestão, pode ficar aí, se preferir, assim, em pé, pode resvalar seus dedos contra o muro lá fora, pode voltar; agora, entenda o que pode parecer estranho, e nem vou repetir: que logo se acostuma; porque sua boca suja está sendo esfregada; e suas pernas parecem cansadas, e seus olhos manchados de dor mais molhados que ontem à noite;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entenda, apenas gostaria de lhe dizer o quanto sua falta me faz bem melhor, agora, entenda,&lt;br /&gt;vista-se, dispa-se, ajoelhe-se, implore, levante-se, recline-se, sorria enquanto perfila suas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;impressionadas impressões que parecem pressionar-te para cima e para baixo ininterruptamente, quero dizer, sem parar; parece que fico aqui olhando dentro de você, enquanto tudo escurece dentro de mim. entenda, aquelas vozes que ouvíamos, aquele barulho, aquela correria, todo desespero, eram coisas pelas quais nós não vivíamos, eram coisas com as quais nós não vivíamos mais, como antes. é que as frases escapam das palavras que queremos dizer, e o silêncio edifica toda vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entenda, o que preciso é sorte destra é vida canhota é toque impreciso em noites cansados de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bem em frente, estava sentado bem em frente a uma rua na qual nunca havia estado antes (mas já havia estado sentado aqui, antes), quando passava e riscava na minha frente uma imagem tardia, seus olhos cor de medo, suas mãos lisas e macias mas duras e estreitas na sua textura onírica, bela. posso olhar centenas de vezes para o mesmo lugar e nunca ver, mas entenda, ainda assim, posso fechar os olhos, de repente, e quase enxergar o que alimenta as cores de uma saudade manchada, e sem luz. dorme no escuro (está tão claro esta noite), recosta-se sob meus pés, sob minhas mãos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estava lendo em pequenos pedaços de papel, algumas frases antigas, palavras passadas, estava arrumando pequenas gavetas amarrotadas de coisas velhas, e encontrava ali, tanta dor, mas tanta beleza que fazia doer ainda mais, pois sabia, agora, quanto de entendimento e compreensão havia em meio a todo aturdimento, a toda confusão (posso rimar sem pequenez, posso ser sincero assim). e sentindo toda beleza na queda, sua irremediável e, antes, insondável beleza, nós flutuamos, juntos, assim, como acontecia naquelas horas, quando tudo parecia esquecer-se de todo o resto, mesmo nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tudo bem a porta ficar aberta, assim entra luz, e se venta, entra ar. tudo bem a janela ficar aberta, ninguém está olhando para nós agora, ninguém mais olha para cá, somente nós dois sabemos onde estamos, aonde vamos, por onde entramos de onde e quando saímos, quando é que chegamos, quando chegou. tudo bem se prefere deitar, quem sabe do caminho que teve que caminhar? quem mais saberia da fadiga, do cansaço, da beleza, e da pressa, do quase-atraso, do sentir-se atrasado, do seguir, do voltar, das árvores das sombras das plantas das pedras do sol ardendo na cara e dentro dos olhos; quem mais sabe das estradas e dos caminhos a que levaram enquanto corria para lá – para cá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se quando enfim pode respirar mais perto, se de todo fim a morte parece ser o mais singelo, se dessa hora todas as outras podem vir, todas podem cessar. tudo bem, se prefere sentar-se, também, mas entenda, se você fica assim, aí, de pé, olhando pra mim, só olhando pra mim, sem nada dizer, esse nó que se desfaz e refaz a cada minuto parece que aperta mais, tudo bem se deixa a porta aberta, quando sai, prefiro assim, luz entrando, vento vindo, trazendo, levando, que a secura de dias escuros e vazios trancado em lugar nenhum. mas entenda, pode ser que não consiga mais ver-te nem mesmo de olhos fechados, pode ser que só veja outra coisa, quando abro, quando saio, quando chego inteiro ou de soslaio; deite-se um pouco, sozinha. sente-se aqui, comigo; mas se fica só assim, de pé, só olhando pra mim, sem dizer nada, é como se não estivesse mais, é como se nunca tivesse estado antes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-6811382128584230552?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/6811382128584230552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=6811382128584230552&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/6811382128584230552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/6811382128584230552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2010/08/flutuamos.html' title='flutuamos'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-946292433010588484</id><published>2010-05-17T14:01:00.004-03:00</published><updated>2010-05-17T15:25:11.876-03:00</updated><title type='text'>um vazio que nasce no olhar</title><content type='html'>e se eu já estiver morto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;transa nova era com todos os 'eras'&lt;br /&gt;e tantos 'fui' que tanto vou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que tanto faz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;inventar passagens de uma estação para outra -&lt;br /&gt;trens, choque, trilhos, coalizão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;coração bate ponto na morada predileta, vazio que faz eco,&lt;br /&gt;sinto como quem morre, todas as noites, aqui, sozinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a pele branca transparecendo veias, correndo sangue,&lt;br /&gt;corte, agora, no braço, sangra -&lt;br /&gt;uma dor de verdade o que se inventa aqui é uma escolha ultrapassada por olhares distantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só um segundo: vai sangrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu nome tatuado no pé dela faz pensar&lt;br /&gt;por onde foi que passamos?&lt;br /&gt;ande, pare, olhe, tente lembrar:&lt;br /&gt;aonde é que fomos nos perder -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pra nos encontrar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(num lugar,&lt;br /&gt;qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tava passando naquela rua, tava passando, olhos esbugalhados,&lt;br /&gt;caminhar apressado, loucuras, brevidades&lt;br /&gt;no peso insustentável de ser -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;olhava distraído, caminhava apressado, as vozes ecoando em telefonemas de outra hora,&lt;br /&gt;conversas antigas, na calçada, na beira da rua, na guia,&lt;br /&gt;olhava para o lado, para frente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e só via:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pedaços de desejos espalhados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;num lugar,&lt;br /&gt;comum.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e por mais que você apareça no final destes versos,&lt;br /&gt;será só pra aparecer, e desaparecer.&lt;br /&gt;sabe a fumaça? sabe o fogo? sabe a chama? sabe o dia?&lt;br /&gt;sabe quando? sabe chamar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na música que toca num rádio antigo, desses sem pilha,&lt;br /&gt;no armário, esquecido.&lt;br /&gt;em cima do risco na perna sobre o gesto –&lt;br /&gt;suas palavras me trazem quem sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sua voz, seu olhar, seu sorriso, seu jeito de ficar&lt;br /&gt;só mais um pouco antes ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tropeço no silêncio, como quem tem tanto a dizer,&lt;br /&gt;descanso e permaneço, esvaecendo,&lt;br /&gt;distante, instável, profundo e raso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;toda noite atravesso um vazio que nasce no olhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-946292433010588484?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/946292433010588484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=946292433010588484&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/946292433010588484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/946292433010588484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2010/05/um-vazio-que-nasce-no-olhar.html' title='um vazio que nasce no olhar'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-1372673479649998923</id><published>2010-05-14T13:26:00.002-03:00</published><updated>2010-05-14T13:28:55.887-03:00</updated><title type='text'>em cada lugar uma espera</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;em cada esquina um lugar, em cada lugar uma espera,&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;que acaba de passar;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;acostumado ao ar rarefeito, respira devagar, quase para, quase&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;sem respirar.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;será que consigo na mesma hora?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;será que encontro no mesmo lugar?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;nuvens lentas sopram vento&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;num movimento&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;ao avesso.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;e todas as horas tiquetateam para além do relógio,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;pulsando em gestos breves, de desespero -&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;e de calmaria.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;observo pela janela uma lua desperta&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;que me observa&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;distraído.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;caminho de olhos fechados lembro quarto perfuro imagino&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;contraio, respiro, piso falso e tateio para além do propósito.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;uma lua olha pela janela, distraída,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;e me observa&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;desperto.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;tiro os sapatos, que apertam. tiro as meias, e acerto:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;a sola dos pés no chão da noite sem estrelas -&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;escuto sinos e silêncios absurdos,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;para além do céu que invento.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;por toda parte uma espera que atravessa no corpo como ideia uma vontade adormecida.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;escuro abismo de incertezas obscuras,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;para além da procura que me esqueço.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;numa loucura tardia, como abrigo de sensações,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;alento de torturas, cortes fundos na carne macia&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;de intenções tão duras, sinceras, intensas,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;e vazias.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;em cada esquina, um lugar, em cada lugar, uma espera, que acaba de passar,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;em cada espera, uma chama, que acende, que apaga; que apaga, que acende,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;sem cessar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-1372673479649998923?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/1372673479649998923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=1372673479649998923&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/1372673479649998923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/1372673479649998923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2010/05/em-cada-lugar-uma-espera-em-cada.html' title='em cada lugar uma espera'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-6564541876953746357</id><published>2010-04-18T13:58:00.003-03:00</published><updated>2010-04-18T14:01:36.489-03:00</updated><title type='text'>espaço visceral</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Durante as últimas conversas, todas aquelas bobagens,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;durante as horas de espera, tanto que faz pensar: mais?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Menos, poderia ser. Outra manhã encharcada de suor,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;encardida de lembranças, sonolentas companhias.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Agora, o que poderia chamar 'semblante',&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;fica contra a porta num movimento pouco além da inércia.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Copos vazios, solavancos e emoções, das mais controversas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;O que interessa aos ouvidos menos atentos,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;aquela música, quase esquecida, lembrada, há tempos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Por mais que as palavras soem honestas,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;é no braço através da vidraça&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;que estilhaços compõem uma sinfonia.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Comemorando outra façanha, quem faz a conta,&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;espera, retarda, honestamente&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;– enrijece na mais obscura das entranhas&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;o seu espaço visceral.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-6564541876953746357?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/6564541876953746357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=6564541876953746357&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/6564541876953746357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/6564541876953746357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2010/04/espaco-visceral.html' title='espaço visceral'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-461091961355563447</id><published>2010-04-01T03:17:00.000-03:00</published><updated>2010-04-01T03:18:05.824-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 17px; "&gt;e de tudo, o que vai ficar,&lt;br /&gt;uma doce saudade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma lembrança,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um simples estar&lt;br /&gt;aqui, e lembrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ali.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-461091961355563447?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/461091961355563447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=461091961355563447&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/461091961355563447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/461091961355563447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2010/04/e-de-tudo-o-que-vai-ficar-uma-doce.html' title=''/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-5283103757992162225</id><published>2010-03-12T04:14:00.000-03:00</published><updated>2010-03-12T04:14:57.232-03:00</updated><title type='text'>o espelho na face do desejo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;é assim que começa. duas horas atrás e poderíamos não resistir ao ataque de filhadaputagem existente por aqui, mas acontece sempre entre mentes abertas, o fecho escorrega pela escada abaixo e o que resta é esta fachada sobre a mesa, olhos profundos mergulhados na sopa de sonhos no prato raso, como se lisas desesperanças nos mostrassem outra figura, como se lisas fissuras nos montasse uma nova loucura: desconhecida, descomunal, improvável, absoluta e irresistível.  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;em vez de me mostrar um caminho, me mostre uma figura, um recorte no caderno, anotações antigas, vontades, verdades – vindouras. as palavras sufocam os pensamentos em noites assim. frente a frente com o perigo: o espelho na face do que desejo, em vezes assim, me ofereça o que quiser, me mostre o que pretendia, me confunda, mas esqueça: será apenas tudo no outro dia.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;na puta que o pariu havia uma escada que levava a abismos sedutores – é lindo sentir-se entregue. a vida deve ser isto: entrega, deve ser como deixar-se levar pelo vento apenas quando quer se deixar levar pelo tempo; deixar se levar pelo tempo numa viagem em companhia de paisagens riscadas pelo vento – que sopra, devagar, que sopra, aqui e em quase todo lugar. tudo parado: ar rarefeito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;corpos vazios que brindaram prazeres esvaziam-se de toda procura nas próximas horas. logo amanhece, e tudo segue, conforme segue, quando amanhece, quando se esquece, quando pouco se lembra, quando quase nada se percebe – e logo mais adiante, uma nuvem, esvai como pensamentos descobertos e deixados sobre a lisa superfície imaginada debaixo d'água (como seria? como?).&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;mais difícil dizer, ou mais difícil escrever? mais fácil esconder, ou mais fácil mostrar?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;agora! um pouco mais de calma. amanhecendo na procura, na vasta escuridão, na iminente luz de olhares distantes, nada disso seria tranquilo como é, mas pode ser, porque quero, porque sou. eu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;e você.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-5283103757992162225?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/5283103757992162225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=5283103757992162225&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/5283103757992162225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/5283103757992162225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2010/03/e-assim-que-comeca.html' title='o espelho na face do desejo'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-1247772222449121297</id><published>2010-03-11T15:34:00.005-03:00</published><updated>2010-03-11T15:36:43.278-03:00</updated><title type='text'>Devassa</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;essa noite, esta noite, quero acordar&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;amanhecendo mais perto de você.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;esta noite está tão próxima&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;do que foi outra hora –          a mais vazia.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;o copo pra lá da metade,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;mais perto do fim.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;tento segurar nos olhos, aquele instante&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;perdido no espaço, entre o desejo&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;e a saudade-sabor-desesperança.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;uma próxima canção, uma nova vontade,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;pequenos pingos de coragem –&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;              &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;             goteja, pinga,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;             esvazia&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;             no peito&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;             só.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;devassa, a sua querida mocinha&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;apelidada doce secreta solidão;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;beijo seu rosto, entrego apenas&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;meus dias mais longos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;palavras vazias. à procura de anti-significados.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;à procura de uma parábola esquecida pelo tempo&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;no espaço.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;(noite, 14 jan 2010, floripa)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-1247772222449121297?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/1247772222449121297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=1247772222449121297&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/1247772222449121297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/1247772222449121297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2010/03/essa-noite-esta-noite-quero-acordar.html' title='Devassa'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-7960352652958560097</id><published>2010-01-26T16:38:00.005-02:00</published><updated>2010-01-26T16:43:51.770-02:00</updated><title type='text'>universosmaravilindeliciosos</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Espaço reservado aos papéis trocados,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;De onde estiver, olhe agora para cá:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Condene-se e vista suas roupas absurdas,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;dezenas de vezes serão mais que suficientes?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Outra vez você esqueceu onde moro,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;mas não tem problema, o céu que é de todos,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;é um lugar de ninguém.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Ouço ecos por toda parte,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;ecos de vozes de música&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;de sensações que acabam&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;e logo inicia-se outra sessão:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;renda-se ao próximo rosto na página seguinte:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;anúncios são a sua melhor companhia nessa tarde fria,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;suco e chá gelado, em cima e sobre a musa,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;quer que chame alguém? - vem pra perto,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;vem... dos credos que queimam em fogueiras,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;das coisas que se apagam sem nunca existir,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Posso imaginar como sentia, mesmo dormindo,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;posso imaginar. Como foi? que lindo dia...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;faz na ponta – assim, com a língua,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;tome mais um pouco, se gosta, pode mais,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;o que sente tão perto é toda sua única&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;experiência. Conte como foi que veio aqui,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;o que procura em fins de tarde assim,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;vejo em seus olhos desejos meus ardendo dentro de você,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;sua boca me acolhe e me recebe, e adoro tanto que ama,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;seus dedos, suas mãos apertam meu corpo,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;amo tanto que adora...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Em fins de tarde que tudo parece mentir,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;em fins de tarde que nunca está aqui,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;minutos atrás estaria pronto para tudo,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;mas agora, estou, unicamente, pra você.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Tudo que quer pode ser seu,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;se você sabe dizer, seu corpo pede mais,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;você pode sentir, quando é tudo que quer,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;quando está tudo em você.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;O que mais quero pode ser meu,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;e eu gosto de dizer, meu corpo todo pede mais,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;você pode sentir quando é tudo que quero,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;e quando está aqui, respira calma e leve&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;e quase adormece...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;vamos descer, e subir, todo romance esteve aqui,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;escreva seu nome no ar e sopre em minha boca, devagar,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;seus sonhos, segredos, sortes, anseios, e tudo tudo que é desejo,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;(universosmaravilindeciosos) -&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Gosto de sentir seu rosto colado no meu,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;gosto de sentir seu rosto bem perto,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;gosto de beijar e beijar seu corpo todo,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;de poder te abraçar e sentir seu calor colado tão junto,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;me sente tão bem assim, e que deseja, sentir seus desejos&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;ardendo em você, de olhos fechados e quando me olha, e&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;quando me pede, pra que esteja, pra que fique,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;quando me pede inteiro em você, estou todo em você,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;como gosto... como gosta... como adoro... como adora...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Vem a noite e a luz do luar misturada a luz da rua,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;entra pela janela, um pouco aberta, e ilumina seu corpo:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;e deixa tudo mais lindo e irresistível.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;me ama? te amo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;jun 09&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-7960352652958560097?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/7960352652958560097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=7960352652958560097&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/7960352652958560097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/7960352652958560097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2010/01/universosmaravilindeliciosos-espaco.html' title='universosmaravilindeliciosos'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-1955431220858557724</id><published>2009-11-20T21:55:00.001-02:00</published><updated>2010-03-21T22:40:11.937-03:00</updated><title type='text'>a gente finge</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;a gente finge que está tudo totalmente bem assim, que nem falta nada. finge que era ruim, finge que não quer mais, finge que foi só isso, finge que resiste, finge que não quer nada, finge que pode viver assim, como se fosse a melhor coisa, como se fosse ser melhor estar assim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;a gente finge que está tudo bem, a gente finge que não quer abraçar, a gente finge que não quer acariciar, a gente finge que não quer chegar mais perto, a gente finge que não quer ter de volta, a gente finge que não quer se entregar, e se deixar levar, se deixar tomar novamente. a gente finge que está tudo certo, que sabe olhar pra frente, que sabe ser mais estando assim, a gente finge que fez a escolha certa, a gente finge que nada muda, e finge finge finge suportar, só pra suportar mais, só.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;finge que sabe atacar, que sabe defender-se, a gente finge que sabe o que quer, a gente finge que sabe o que faz, só pra, fingindo, ficar bem, mostrar pra si e pra todo mundo, que a gente sabe viver, mesmo fugindo fingindo fugir. a gente finge que está tudo bem, e que não sente vontade nenhuma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;se sentindo um estranho pra si próprio, vestindo uma máscara que fantasia uma cara nova, que finge sorrir, que finge gozar, que finge gostar de assim estar. quantas vezes mais será preciso fingir pra conseguir acreditar nessa história que a gente inventa e finge viver, de segredos, de esquecimentos, de loucuras, mentiras sinceras, que servem pra deixar de lado o que mais se deseja e o que mais?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;e a gente finge que não gosta de olhar, finge e desvia olhar, tenta ser discreto, manter a postura de alguém decidido, mesmo tão cheio de dúvidas e inseguranças. a gente finge que não gosta, finge que não quer pedir, finge que não quer ganhar, a gente finge ser alguém que nunca é. a gente finge, e finge demais, e isso é tão estúpido quanto chorar sozinho no escuro do quarto, desejando abraçar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;num vazio que a gente finge não existir, e finge saber e poder preencher, finge que esquece, e finge que não existe. a gente finge que nunca chora, e finge que até gosta, que faz tempo, que nunca foi. a gente finge que é pra fingir suportar, pra aprender o que é, e esquecer em seguida. se a chuva molha toda a rua, se o céu cobre tudo o que existe, se as palavras se perdem entre pensamentos e os pensamentos se encontram tanto mais perto quanto mais dentro, e a gente finge que é menos, a gente finge que não se importa, e ensaia quando se importa, ensaia quando se toca, ensaia  mas não   mostra, porque a gente finge que está tudo bem... que toda noite passa e o resto logo vem. a gente faz de conta que é assim mesmo, o mundo é uma bola, gira, rola e muda, no ar – e ficamos por aí, sem saber bem quando olhar praquilo que quer. a gente finge que a tv, que a música, está certa, que os filmes nos distraem, a gente finge que tá de bom tamanho, que é pra abocanhar o que interesse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;a gente finge que está tudo bem, que é só mudar de estação e seguir à pé até ali na frente. a gente finge que não quer encontrar, e finge não perceber que o outro finge tão bem e tão mal quanto você, isso porque a gente também finge não querer sorrir e mostrar alegria por estar ali, frente a frente, e quando sorri, disfarça, transmuda, pra parecer que é espontâneo e natural como em qualquer lugar, que aquele sorriso nem nasce simplesmente ali, é um sorriso, e só, nada demais. a gente finge.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;finge não querer se aproximar devagar, e finge que não quer olhar. a gente finge que não quer mais, e a gente finge que não quer tocar, finge que não se arrepia quando pensa e chega tão perto e imagina, mas a gente insiste e finge nada imaginar... que está tudo no lugar, que está bem como está, que não quer chegar, que não quer ficar. finge não querer seduzir, não querer conquistar, e a gente finge que não deseja mais, e no final, de tanto fingir, quase acredita, que o que sente é isso mesmo, que o que quer é desse jeito, que o que pode é o que está feito, que o que sobra, é só questão de tempo. a gente finge que tudo está fora e nada está dentro, a gente finge que consegue e segue vivendo, como se nada fosse assim, tão perfeito, como olhar praonde deseja, procurar mãos que te procuram, e só depois de um tempo, sem medida, sentir que é tudo o que mais quer, finge que o medo não existe, e quando existe, que é maior que você. a gente finge que não dá mais tempo, que precisa ir embora, pra tentar esquecer, a gente finge que não gosta, que está bem melhor sem você.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-1955431220858557724?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/1955431220858557724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=1955431220858557724&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/1955431220858557724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/1955431220858557724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2009/11/gente-finge.html' title='a gente finge'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-6866191769641851263</id><published>2009-11-20T19:02:00.003-02:00</published><updated>2009-11-20T19:15:28.503-02:00</updated><title type='text'>tanta falta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;som de fazer barulho por fazer e nada mais, só aproveitando a situação, para promoção de alguma louca circunstância, se serve de desculpa, vai bem, se nem serve, tudo bem também. agora que estamos prestes a arrebentar com toda essa história de lamentos, protecionismo arrependimento e o que mais faz com que seja assim menos quente, morno quase morto, e eu aqui vivo pra cacete, cumprindo com possibilidades descomprometidas com a salvação do que restou; ah é? pois bem, considere que o que poderia ser apresentado como novidade está quieto á espera de qualquer coisa que o valha como teu. dele, dela, nosso, de quem for que seja agora e que valendo algum trocado, venha em boa hora. na porta do bar qualquer confusão despejando ódio e amor e nada mais. sabe como é, uma conversa aqui, outra ali, e cá estamos nós outra vez em silêncio à espera de alguém que traga um pouco mais de violência para dentro desse estado de graça. de tédio. de procura. de contrariedade vulgar, contesta. ou, sabe como é, podemos pegar um trem, um avião, podemos ir à pé até a próxima esquina, esquivando e esbarrando a cada passo em alguma imagem semelhante ao que tem, ao que pode, ao que quer, no encontro de duas vozes vazias de sentido: som, palavra, lugar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;veja, olhe, o que isso representa para você? será que pode mesmo escolher a sua roupa? será que pode despir sua agressividade de vestígios de calmaria? pode ser inteiro, mas nunca metade. pode ter um pedaço, desde que tudo faça entrar pela boca como era antes. devora seus sonhos como quem desencontra-se do que poderia ser uma longa espera... calçando sapatos apertados demais! agora, descalço, caminhando pelas calçadas, entre soluços e gritos que trazem para depois alguma lembrança do lugar em que esteve. pode ser que dure mais um pouco, mas o resto nunca virá de carona na sua memória perdida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;são quatro minutos de encanto, eram quatro da manhã, quatro horas de pesadelo e só.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- tanta falta dos dois lados, e não se busca diminuí-la nesse lado próximo, mas longe. então, isso aumenta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-6866191769641851263?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/6866191769641851263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=6866191769641851263&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/6866191769641851263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/6866191769641851263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2009/11/tanta-falta.html' title='tanta falta'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-4013839961085956478</id><published>2009-11-13T15:00:00.001-02:00</published><updated>2010-01-18T15:02:13.982-02:00</updated><title type='text'>regurgitando; vomitando, demônios; neuroses</title><content type='html'>&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Na hora exata, o que mais precisa para alcançar para sentir-se dentro e fora realizado, contemplando ilogicidades, longevidade, outra forma de correr pelo resto do dia, agora, aqui, parado; descansando. e nada mais. Qual será a chance disso tudo virar o que se deseja ardente e profundamente? Mesmo que se queira observar, à  nossa volta, o que será, mesmo que se queira, a nova história, o que será, e qual será? - Posso recolher pedaços do chão que viria pisar, agora tá, está bem. Vamos recomeçar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;sinto que a qualquer momento estouro em pedaços, pra ver se dividindo e juntando me sinto melhor, se, assim ao menos, quem sabe, me distraia, me sinta melhor, o que, por si, mais o que tiver, seria do caralho, seria para amenizar, para cura dessa dor, que sangra, que corrói, que estraga, absorve, estraga. subindo as escadas, à procura de qualquer raio que salve, que destranque o espírito dessa mágoa, que sare. nada mais estancado, quero viver como quem morre? quero viver e sair e voltar e viver e sair e viver e voltar e partir, em pedaços pra juntar, quem sabe assim me sinta menos sozinho, ou sei lá, mais preciso, mais preciso. pra recomeçar. e vivendo assim, reinvento por mim, algo novo assim, que seja só o começo, mesmo a partir do fim, que seja calmo, que seja claro, que seja fácil suave estar e mais nada, que faça valer. que seja uma outra atmosfera.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;não estou agüentando mais, eu preciso parar, preciso sair de dentro desta loucura antes que ela mesma me engula, me cuspa, para fora do abismo dos segredos esquecidos, daquelas coisas que são práticas, praticamente, o que salva, essa estranha sensação de incertezas, de lendas instantâneas, e descartáveis. querendo ouvir a voz de quem canta por querer cantar, ser ouvido e mais nada, tudo o que eu quero mostrar, guardado a sete chaves, como nada mais que há, é ser isso, é ser estranho, é estar por aí, é rasgar folhas e mais folhas de correto, é salvo-guardar, (é estabelecer?) - ó, me diz o que é que há, quantas vezes mais é preciso partir? quanto disso pra saber e poder conseguir se permitir continuar. lá onde a sua voz é uma promessa esquecida (essas são as melhores? mais honestas (sic), sinceras?). a nossa hora espera como tempo que adia sua existência como uma prece no silêncio. silencia? mas posso ouvir você chamar, mas posso ouvir você chegar, mas posso ainda mais sentir você partir e nada mais nada mais pra lá. o que pode ser meu está guardado, ao lado da mente que esvazia dos pesadelos e da saudade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;será que consigo levantar daqui? será que consigo só olhar? não, não eu preciso pegar, preciso mesmo sair daqui e me libertar, preciso limpar essa sujeira, preciso acabar de uma vez. todo gole será vertido para dentro do cálice novamente? o inverso do desejo, precisamente, o que seria? como seria essa coisa de me levantar toda manhã e começar com alegria, escolhas percebam que não estão sozinhas, eu as persigo, mesmo prosseguindo, eu as procuro e preciso alimentar nessa coisa de saber, de correr, de olhar, de corar, de me percorrer e percorrer toda espera com vontade de arriscar, completar, complementar, aliviar os segredos, acabar com toda farsa, limpar a área, percorrer silêncios na calma voraz de alguém cansado de errar e de esperar. vou limpar a área, e é isso aí, vou limpar, pra começar. ser mais saudável, ser mais completo, ser mais capaz (que papo auto-destrói: - é). por estas e outras é preciso atitude, às vezes é preciso ser cruel para ser gentil, às vezes é necessário, inevitável, saber esperar, sim, é preciso. no mais, quem é que precisa de um elogio, de um 'elogio', para sentir-se feliz? quem é que precisa? sim, eu sei, pode listar, infinitas, listas, de quem, sem quais, não viveria. mas é preciso mais, muito mais, para viver bem, é preciso saber chegar, no sapatinho, no mais, sempre mais, para as quais se levanta à procura do que restou do que sendo resto, sendo todo, sendo o que for, e mais nada. será um recomeço, será reconstrução, sendo avanço, sendo o que for, as nossas vozes se confundem no silêncio agora diz, o que é mais fácil checar? por que vias se fazer presente e simplesmente se fazer impressionar? numas e noutras, nessas e naquelas, o que resta para sanar, afogar, alucinar, conduzir por vias escuras caminhos claros como a próxima curva, iminente, repentina,  como a luz no fim da linha, como quasse tudo que se faz enxergar. essa calmaria que me conduz pelo lado de lá, essa tessitura que me percebe que me corrompe que me liberta e me faz relembrar: qual a vida é uma fuga para quem se esconde, mas é livre para quem se liberta para ser livre, de fugas e descontroles controladores da vontade. naturalidade aborrecida, não quero mais, não agüento, não preciso, parei. deixar correr o sangue, deixar correr e sangrar – entro agora em meu quarto, olho em volta, percebo que estive aqui tão sozinho tanto tempo, percebo que a minha procura me machuca todos os dias, que me perco e me encontro e me perco sem saber, que a última esquina que avisto, um pouco disso e daquilo que começa enfraquecer e apagar. vou sair daqui, vou encostar a porta, vou apagar a luz, e vou partir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-4013839961085956478?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/4013839961085956478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=4013839961085956478&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/4013839961085956478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/4013839961085956478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2009/11/na-hora-exata-o-que-mais-precisa-para.html' title='regurgitando; vomitando, demônios; neuroses'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-3608701382098184599</id><published>2009-09-24T15:17:00.003-03:00</published><updated>2010-01-18T15:19:44.296-02:00</updated><title type='text'>irresistíveis alturas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p class="western" style="line-height: 0.45cm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;do mais fundo do abismo às mais distantes e desejáveis alturas. como parece fácil voar agora, como parece fácil seguir em frente, assim, é logo ali, é logo quando chega próximo ao mais próximo do precipício, mas isso quando pode olhar e esquecer, mas isso quando pode ficar, sem se aborrecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;passagem dionisíaca. se nada muda da noite para o dia (piada), tudo se transforma e muda o tempo todo é só tocar, chegar mais perto, é só olhar, querer enxergar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o vento na cara, no meio da estrada, enchendo os pulmões, soltando devagar, emocionante é estar entre tantas possibilidades, respirar, e ter a certeza de estar no lugar certo, pois, pés e mãos desatados, olhos abertos, tudo o que acontece é parte da vontade que alimenta seus sonhos – os meus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;evidente? quase. certeiro? talvez. confuso? algumas vezes. mas extremamente sincero e eficaz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;doses cavalares de alegria e lucidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;primeiro:&lt;br /&gt;segundo:&lt;br /&gt;terceiro:&lt;br /&gt;quarto:&lt;br /&gt;quinto:&lt;br /&gt;sexto:&lt;br /&gt;sétimo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é o fim das listas. ao menos por enquanto.&lt;br /&gt;mais um pouco de paz, mais um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;saído do caos como quem goza de todas as possibilidades mesmo depois do fim, depois de lamber o chão, cuspir para cima, sentar e esperar cair, só resta isto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um universo inteiro a minha inteira disposição, repleto de universos inteiros e fragmentados, do qual me alimento, no qual me reinvento, me reencontro, assim – adentro e pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fuckin' up. é só saber chegar, e seguir em frente, como quem busca, como quem sabe o que quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e eu só quero ir do mais fundo do abismo às mais distantes e desejáveis e irresistíveis alturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pra sentir toda aquela luz na minha cara.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-3608701382098184599?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/3608701382098184599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=3608701382098184599&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/3608701382098184599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/3608701382098184599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2009/09/irresistiveis-alturas.html' title='irresistíveis alturas'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-3473406829876602006</id><published>2009-09-16T15:12:00.001-03:00</published><updated>2010-01-18T15:13:26.662-02:00</updated><title type='text'>no ritmo dos sonhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;se todas as horas estourassem em um só segundo,&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;tudo misturado, no ritmo da música, do som&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;que é a cama nos sonhos de um sono sem fim,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;que é o despertar para novas paragens e universos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;do que fica – aquela alegria – singela e devassa,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;suportando toda angústia, toda leveza,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;todo amargo, toda doçura, toda beleza, que traz&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;e acompanha, compõe e dilacera, conforta&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;e satisfaz.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;de todos os pensamentos que passam na minha frente agora,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;o que fica é uma quase-certeza, uma louca e deliciosa visão,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;uma mistura de vontade desejo com desenvoltura nos fatos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;um pouco mais de calma, um pouco mais de toque,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;e cada segundo terá outra vez um pedaço do meu mundo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;e cada segundo terá outra vez um pedaço do que sou..&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;quando respiro, o que sinto, o que tenho,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;é mais do que crio, percebo, invento:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;é aquilo que vejo – é o que desejo.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-3473406829876602006?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/3473406829876602006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=3473406829876602006&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/3473406829876602006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/3473406829876602006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2009/09/no-ritmo-dos-sonhos.html' title='no ritmo dos sonhos'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-7535073456334795638</id><published>2009-09-06T17:28:00.001-03:00</published><updated>2010-01-18T14:48:08.338-02:00</updated><title type='text'>nada</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;nada parece como antes, o depois já partiu, o de agora é que está, entre esquinas que transportam pensamentos e loucuras para o lado de cá. e como às vezes o que é meu parece perdido, nunca foi. sabe o que é, aquela nostalgia, as coisas que voltam sem nunca ter ido. parece mentira. mas é.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-7535073456334795638?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/7535073456334795638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=7535073456334795638&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/7535073456334795638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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em outros tempos, sabe como é? se repetem. é tudo a verdade que alguém posterga em homenagem ao ostracismo da personalidade delinqüente que te representa nas ruas. adoça, pentelha, repleto de bondade, cancela, reincide, condena, desperta, protege, aniquila, contra-ataca, na repulsa, o segredo mais visível entre todos: assim, o menos escondido. é que o humor supera a ingratidão, é que um pedaço de ouvido, vale mais que duas orelhas (e disso não duvido). sobe a parede e vai ler: “acontece que todos os dias somos emprestados aos verdadeiros descontentes da semana: melhor cifra, aquela apagada, menor beijo, aquele, recortado”. só posso assegurar algumas semanas a fio. só posso assegurar na beirada do abismo, o frio. sim, simpático ventinho que nos acompanha por aí. sabe como é: a morte é uma companheira das antigas, e nem por isso vem sempre aqui, dá uma olhada, disfarça e volta daqui a pouco. do que mais se procura, o que mais se tem. o seu comportamento é dócil. o seu comportamento, é dócil. sabe, pode ser que apareça aí um dia. desviando de olhares perspicazes, não que vá ficar escondido, me esquivando, mas se o seu propósito é arriscar, pois bem, arriscamos. vou descansar agora, acredito que sim. e, por que não? pode ser. pois bem. será. um minuto apenas. entre o céu e a próxima esquina, onde estive.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-7365592919152884867?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/7365592919152884867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=7365592919152884867&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/7365592919152884867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/7365592919152884867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2010/01/so-tenho-mais-duas-cervejas-por-isso.html' title=''/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-6113558475958181833</id><published>2009-07-14T14:35:00.004-03:00</published><updated>2009-07-14T14:39:52.546-03:00</updated><title type='text'>contraponto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As maiores tendências desfilam sobre pântanos recobertos de incertas normas aplicadas no dia-a-dia por uma mente insana. Impregnado de senso comum seu jeito estranho de conceber idéias prontas, idéias feitas da mesma forma que astros mergulham pro fundo de oceanos nunca antes imaginados – é que o verso se acostuma ao tom da voz, por isso repetimos palavras, mesmo que revestidas de diferenças que, nem sempre, fazem a diferença. O que se espera de um ponto qualquer, além de segmento, além de circunstância, além de desespero, além de outro sucesso, é que se controla o passar dos anos, nada se faz aqui pelo que se sabe, pelo que se quer, conhece, pretende – pelo que desconhece é esse o que aproxima o seu ouvido do trepidar da chama. É preferível tanto barulho morto a esse som. Contraponto: deixe soar o fim. É que certas manias correspondem à vontade. É que certos sujeitos submetem a vontade a certas manias que submergem no pântano recoberto de incertezas e pesadas teorias, pesadas palavras... Tendências como risadas em bocas de dentes arrancados no alicate, a seco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contraponto - 15/06/2009. 20:21hs -&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;eu aqui neste banco, sentado, olhando o tempo passar enquanto&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;NINGUÉM SABE RESPEITAR ESPAÇOS INTERNOS,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;em frente à praça pública, por uma rua escura, o telefone insiste em tocar,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tenho andado por aí, puto com tudo, sem saber como faço para aumentar esse processo de redescoberta, mas será que precisa? Será que precisa ser ou ficar dessa forma, olha aqui, está bem assim ou é melhor tentar outro jeito? Foda-se, cale-se. Grampeie esse objeto não identificável, transporte toda essa sujeira para longe, seja gentil consigo e com as outras pessoas, se vão voltar, que hora fiquem por lá mesmo, que obedeçam certos cuidados, que procurem seu lugar ao luar... entre coisas que sei e outras que esqueço, pretendo conhecer determinadas paragens, como posto que alicerça sonhos febris, doentis, senis, costumis, ovinis gentis; sucatas racionalizadas! Determinantes facilidades que sujam as mãos preciosas que estavam prontas para puxar seu freio e riscar da lista de prioridades: desejos postergados. Loucuras engendradas por estradas e sonhos obscuros, obsoletas maneiras de desenhar beldades intelectuais. O que resta fazer senão esperar aquela vez. Com uma pressão na cabeça, algo que pressiona quase estourando. O que espalharia pelos ares e pelo chão caso minha cabeça estourasse agora mesmo? Prefiro não imaginar, às vezes prefiro ficar aqui e esperar. Mas é como se estivesse perdendo alguma coisa. É como se estivesse no mesmo lugar sem querer. Se observo no ar, uma possibilidade que se forma, alguns pontos que me observam também, mas aguardam, uma ação, contrariando expectativas, perspectivas. Tudo mais fácil nessa situação. O espelho está lançado ao instante presente, ao instante seguinte, no instante passado: reflexo que permanece sem ser tocado, sem ser percorrido por olhares atentos, ou distraídos. A dor é uma coisa que nunca se perde. É como deixar pra ver depois o que nunca estava lá. Ou estava? É como suspirar mais fundo e esperar ser entendido como quem busca uma saída, um final para isso. Os ossos triturados por pensamentos arredios. Quer mas não quer. Quer mais não deixa. Ameaça entrar, ameaça sair. Tudo parece diversão, poesia, e todo passo confunde-se entre situações idealizadas que nunca acontecem. Sensação leve e obscura, pensamentos pesados como horas sem fim. Ela saiu pelo mundo sem pai e sem mãe, buscando sua imaginação perdida, tudo que encontra se desfaz no olhar, o que toca torna-se seu, torna-se livre, e verte lembranças de sonhos e de noites que foram a sua hora menos tardia, seu corpo, sua alma sua luz e escuridão. Todos estavam lá, mas nada parecia como antes, o vidro espalhado pelo chão, as paredes arranhadas, espaço vazio que aguarda ser descoberto. Lugar de muitas idéias e mitos. Se fechar os olhos, pode ouvir os gritos, pode ouvir os pedidos trazidos pelo vento, deixando o olhar na imensidão lá de fora, pode saber da janela as cores que um dia foram dela. Além de seu contorno, além de qualquer viagem. As cores da janela pintadas por olhares distraídos, e atentos. A fome daqueles anos, era fome de amor. Agora, parece sentir, além da vontade, além do desejo, além da fortuna, além da dor, uma esperança que se espalha, como pontos que percebe no ar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-6113558475958181833?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/6113558475958181833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=6113558475958181833&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/6113558475958181833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/6113558475958181833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2009/07/contraponto.html' title='contraponto'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-4651210686991851133</id><published>2009-07-07T08:17:00.003-03:00</published><updated>2010-01-18T15:04:50.788-02:00</updated><title type='text'>pra lá</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;disseram que algumas pessoas voltam, é verdade? ou quando se parte se parte de verdade? sabe, meu riso é sincero, se me perco sem desenvoltura, é que agora estou com frio, vendo você despertar, começo a pensar: onde eu posso estar agora? como é a vida após a morte do dia se a noite parece nunca chegar ao fim, e hoje que não a quero, e hoje que a quero. de onde vê a rosa é tão linda, e como a pega, e como a faz, e como a cheira, e como sente tudo passar entre os dedos e sente todas as horas passar por você, saindo pela boca, num sopro de ar quente e febril. as escadas para o porão. fechadas. as escadas para o sótão. fechadas. as escadas para a rua, abertas. é por lá que posso ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em minhas caras e bocas um quê de verdade. veja, olhe e acredite, é mesmo o que está vendo. meu passado torto desmontado, últimos meses de tanta luz que podia aceitar que fosse e seria assim sempre, mas o que é? difícil acertar né, difícil continuar acertando. mas quem diz o que está certo e o que deu errado? quem aqui é que está preocupado. as chamas ardem pois há fogo. é a fome do que te promete todos os dias, mas vê se cumpre, mas vê se escapa de uma vez por todas. mas que blusa apertada... mas que coisa chata, mas como pode deslizar com desenvoltura pelas imagens mais obscuras, o que encontra pelo caminho é um tanto divertido, é um tanto preciso, o que encontra pelo caminho, desperdício, transbordar de possibilidades, caminho livre, quase dá pra passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que se alicerça adiante é como uma miragem, mirabolante, mas obscura, se esticar o braço alcança, se desfaz. olhe pra cima, o sol apareceu hoje, mais quente, mais presente. é como férias de verão, neste inverno, nem todo o frio está por aqui, tem algo para aquecer. uma vontade de dizer... uma vontade de sentir o silêncio e rejuvenescer... sentir -se mais jovem, mais novo e inteiro, nu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as mesmas manias travestidas de vontade. ai ai, quanta inverdade. se tropeço ali na frente, se caio e se levanto, se ofereço qualquer passo ao risco, estabeleço uma serena ligação com o que me aguarda, sem pesar. apesar... que o dia hoje parece bastante estranho mesmo. sem medo das palavras. sem medo de soar repetitivo. sem medo de acertar, ou de soar parecido, pois, onde mora o acerto? ou se esconde? mereço toda paz e todo turbilhão que há por aí, e mereço muito mais. me ofereço, e está feito. sim, só para atualmente consentir uma voz que percorre meus ouvidos, de lado a lado. quer ouvir? ei, psiu, acorde, levante, siga em frente, é uma procura interminável mas o que mais quer? acomoda tuas virtudes e logo terá um saco de merda amarrado a seus pés. por todo seu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é assim: uma, duas, três horas da tarde. a sua discórdia desfaz minha saudade. opa, peraí, delírio? ops, é quase uma virtude não saber mentir, é quase uma verdade. pois o dia todo esperam por mim, e eu estou aqui, esperando por ninguém, diante de mim mesmo, procurando não sentir e sentir, desvendando mistérios que a dor desperta, desvendando mistérios que na dor despertam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-4651210686991851133?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/4651210686991851133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=4651210686991851133&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/4651210686991851133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/4651210686991851133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2009/07/e-por-la-que-posso-ir.html' title='pra lá'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-9122828810609913949</id><published>2009-07-04T11:20:00.016-03:00</published><updated>2009-07-04T15:29:28.219-03:00</updated><title type='text'>só quero ficar</title><content type='html'>mas eu só quero ficar, sozinho aqui&lt;br /&gt;mas eu só quero ficar, sozinho aqui&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e quando a noite adentro, e quando o sono vem&lt;br /&gt;de que adianta o sonho me trazer você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se eu consigo esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é de dor que se faz alguns dias?&lt;br /&gt;é de dor que se perde tantas horas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é de dor que se descansa do prazer?&lt;br /&gt;é de dor que se pergunta o que faz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e de pensar parece que...&lt;br /&gt;as cores se confundem&lt;br /&gt;se perdem no olhar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meus ossos quebrados todos esses passos demarcados&lt;br /&gt;uma caminhada que se espera na hora de chegar;&lt;br /&gt;no meio da noite, a cada sono dormido, acordar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a cada cinco minutos, assustado, de olhos abertos&lt;br /&gt;entendendo uma vez mais, que tudo acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meus ossos quebrados, meus braços cansados, querendo abraçar,&lt;br /&gt;meus olhos fechados, tentando encontrar, uma voz, um silêncio,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que me traga paz, que me faça descansar,&lt;br /&gt;mesmo que meus ossos quebrados&lt;br /&gt;insistam em lembrar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que desmancha não se sustenta, o que se perde,&lt;br /&gt;e nem percebo quantas horas são feitas de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cada detalhe perdido, cada segundo desperdiçado,&lt;br /&gt;com um gesto dissimulado, desmanchando horas de prazer e alegria,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não era o que queria. sim, gostaria de atender,&lt;br /&gt;sim, gostaria de dizer, está tudo bem, usar as palavras que sentia,&lt;br /&gt;e não desperdiçar cada segundo com bobagens, e sem verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meus pés estavam cansados, meus olhos, minha voz embargada,&lt;br /&gt;mas o que sentia era claro como tudo o que faz bem: estar ao lado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e responder sim, como um abraço - me abraça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;essa noite...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas eu só quero ficar, sozinho aqui,&lt;br /&gt;eu só quero ficar, sozinho aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se o sono vier, me confortar,&lt;br /&gt;e se o sonho me trouxer você,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de que adianta,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se eu consigo esquecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-9122828810609913949?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/9122828810609913949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=9122828810609913949&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/9122828810609913949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/9122828810609913949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2009/07/eu-so-quero-ficar.html' title='só quero ficar'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-5913742587195636819</id><published>2009-05-02T01:39:00.004-03:00</published><updated>2009-05-05T13:13:05.142-03:00</updated><title type='text'>tudo para um instante no ar</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;a uns dez centímetros do chão,&lt;br /&gt;tudo para um instante no ar.&lt;br /&gt;a saudade de algumas horas, a saudade...&lt;br /&gt;de todas os dias, o que mais alimenta&lt;br /&gt;doces lembranças em barcos de papel,&lt;br /&gt;sobre a água mais cristalina... lá no fundo,&lt;br /&gt;do outro lado uma obscura forma se revela,&lt;br /&gt;para todos os seus devaneios, um pouco&lt;br /&gt;de imaginação, que suga seus restos,&lt;br /&gt;que aniquila sua vontade de voltar.&lt;br /&gt;É tanto amanhã que se faz perder,&lt;br /&gt;em tanto de coragem tardia, em tanto de vontade.&lt;br /&gt;um bocejo na boca do abismo, uma alegria,&lt;br /&gt;de braços abertos no encontro de uma vida,&lt;br /&gt;com versos que findam, em palavras que sopram,&lt;br /&gt;um pouco de sentido, um tanto de saudade,&lt;br /&gt;uma última vertigem, na face do espelho,&lt;br /&gt;em frente a rua no final da avenida,&lt;br /&gt;qual é o ânimo que entrego a meus vícios?&lt;br /&gt;o mesmo de todos os dias.&lt;br /&gt;segredos entre roseiras em pântanos acolhedores.&lt;br /&gt;no meu colo, pedaços de poesias e do amor,&lt;br /&gt;retratos, surpresas, e desagrados.&lt;br /&gt;Agrado instintos que mantêm-me vivo,&lt;br /&gt;perpasso, toda uma esfera livre que conduz&lt;br /&gt;por palácios e calabouços,&lt;br /&gt;para além do permitido, além do impossível,&lt;br /&gt;perto da escadaria fica o quarto dela,&lt;br /&gt;e do outro lado, quase lá no mar,&lt;br /&gt;fica espera abraça e induz,&lt;br /&gt;ao que deuses esqueciam, e ao que&lt;br /&gt;pessoas procuravam sem saber.&lt;br /&gt;perto do mar,&lt;br /&gt;entrega os seus versos preferidos&lt;br /&gt;antes de olhar no fundo do mar,&lt;br /&gt;na face do espelho,&lt;br /&gt;a uns dez centímetros do chão.&lt;br /&gt;tudo para um instante no ar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;19:32 – 29/04/2009.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-5913742587195636819?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/5913742587195636819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=5913742587195636819&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/5913742587195636819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/5913742587195636819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2009/05/tudo-para-um-instante-no-ar.html' title='tudo para um instante no ar'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-2877274633664336033</id><published>2009-04-26T19:44:00.011-03:00</published><updated>2009-04-26T20:13:42.216-03:00</updated><title type='text'>do outro lado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;a descida até o prédio. desertos imaginários. a descida até o chão. desertos imaginários. a cobertura de uma ocasião, pelo que se sabe, seria tudo conforme previsto: outra forma de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;enrijecimento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. meus dedos percorrem a superfície como tantas outras vezes, o carro está &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;embaixo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da nuvem negra, a tempestade pode vir e ser das mais fortes. mas onde encontro-me neste dia? numa estação inventada pelos olhos abertos de uma alma esquecida num mundo de jóias e lógicas destruídas. do lado dela, tenho um dia de sorte. posso mesmo estar certo, posso mesmo. é que às vezes tudo forma um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;caleidoscópio&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ideias&lt;/span&gt; h&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;umedecidas&lt;/span&gt; e ofuscantes: - tanta coisa que se quer, em um dia de sorte - tanta coisa que se tem - em um dia de sorte - tantos dias que se vão - em dias assim, de tanta sorte - e tantos dias que se perdem, entre lembranças borradas de sol, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ensolarados&lt;/span&gt; dias de sorte - nuvens sobre meu chão - sombras como possibilidades - passos como saltos improvisados - uma altura quase calculável - um fundo mais fundo que o sem limite da imaginação - acordem! - um dia de sorte, pela frente! ao lado dela, tenho dias de sorte - e sempre me viro muito bem quando estou sozinho. a sua sorte é levantar cedo e olhar : a sua sorte é olhar bem cedo pra ver : a sorte de quem esqueceu de se mover na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;direção&lt;/span&gt; que seus pés levavam, mesmo de olhos fechados, há tanta coisa que seus sentidos podem dizer : há tantas coisas que seus sentidos podem ver : há tanta coisa que se mostrar, entre encontros e cheiros de rua molhada, de chão pisado, o que é limite para além dali? abaixo do chão, um universo de esferas passadas, remotas lembranças vivas atrás da história que se conhece. você fala a minha língua? pode vir até aqui? com quantos anos se foi? com quantos anos se perdeu? quem foi seu pai, sua mãe, de onde veio, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;praonde&lt;/span&gt; foi? você fala minha língua? o que é isso que faz com as mãos? pode olhar a chuva e sentir os pingos tocar a face até escorrer para dentro de sua boca, e tanta água ainda escorre para fora do corpo, é quando visto as roupas de outrora, é quando visto as roupas de agora, é quando me dispo, quando me sinto sem roupas, é quando a liberdade alicerça sonhos que vão e vem num movimento de ondas sem fim... sim, a linguagem existe além de nós, é um universo paralelo, são possibilidades como sombras sob meus pés em dias de sol, como pingos de chuva escorrendo pela face para dentro da boca e para fora do corpo... em minhas visitas às memórias, ao acaso - lapsos de consciência são bem vindos pois - quem é quem em sã consciência? - quem é, o que há, nesta consciência? - o que faz uma lembrança quando recosta-se e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;apoia&lt;/span&gt; seus braços no balcão de um bar, olha em volta, e do outro lado, e pede uma dose do que quer que seja para o seu paladar, o que quer que seja para dentro da boca, escorrendo para dentro do corpo, para dentro da mente - o que quer que seja, em sã consciência? que é, foi, está, esteve, breve, longamente, na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;dialética&lt;/span&gt; dos fatos - memórias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;autoconvidativas&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;autodestrutivas&lt;/span&gt; - invente - crie - seja livre para pensar. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;a bobagem maior ainda está para ser dita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-2877274633664336033?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/2877274633664336033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=2877274633664336033&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/2877274633664336033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/2877274633664336033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2009/04/descida-ate-o-predio.html' title='do outro lado'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-5047212613761315337</id><published>2009-04-26T02:02:00.002-03:00</published><updated>2009-04-26T02:06:15.172-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“espelho tecendo vidro”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esbugalhado, o retardado movimento de conciliação&lt;br /&gt;é desleixado e impresso numa cândida meia-tarde.&lt;br /&gt;As lembranças carimbadas descem com a água&lt;br /&gt;despencando chuveiro abaixo até encontrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desculpas, conselhos, pudores,&lt;br /&gt;contudo esfrega cabelos rancores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posicionado, o ar entra pelo vão vidro adentro,&lt;br /&gt;esfria com jeito estranho pra não notar espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conservo um ar de quem gosta, misterioso&lt;br /&gt;assemelho intuição tentadora,&lt;br /&gt;invés, num deserto, num silêncio,&lt;br /&gt;quando existe, quem o percebe,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;espantado recebe, limpo como nenhuma natureza,&lt;br /&gt;eu sabido enxame alucinado, espantoso&lt;br /&gt;descontrolado sobressaio carismático,&lt;br /&gt;pontual porém problemático, estranho,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;empoeirado amante de retóricas incertas,&lt;br /&gt;proponho protegido,&lt;br /&gt;mais elegância, ou, aparentemente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         desperdício de talento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como embalsamar, com tamanho ridículo&lt;br /&gt;ou como empalhar, com menor sorriso,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sentirei sob meus castanhos restos arenosos,&lt;br /&gt;a senão outrora mesma&lt;br /&gt;abismada cicatriz, relíquia por trás das nuvens,&lt;br /&gt;em cheio no céu caído por cima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do canto ecoado nas ingratas asas sem dono,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;controverso ilustre outono,&lt;br /&gt;eu empresto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bem, devolvo, mês sem&lt;br /&gt;consolo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;leio, desfeito atraente,&lt;br /&gt;aqui contém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvidos aliviados na dor compulsiva,&lt;br /&gt;louças enfeites jasmim,&lt;br /&gt;senhoras e senhores, é esta a minha hora,&lt;br /&gt;hora minha de aplaudir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentem-se postados, enlaçados de envergonhar-se,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acompanhem a nítida impressão que cacei:&lt;br /&gt;ilustre vítima aterrorizo endividado,&lt;br /&gt;e tímido, e quase mesmo um pouco acanhado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desço as escadas com pesadas palavras,&lt;br /&gt;ultrapassando a sala, na qual escondo&lt;br /&gt;o que direi de minhas cintilantes aborrecidas,&lt;br /&gt;sibilantes feridas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(escutei um resmungo, deve ter sido, acho que foi&lt;br /&gt;espelho tecendo vidro,&lt;br /&gt;que fui&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sendo vidro tecido puro,&lt;br /&gt;contenho,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vindo breve brilho no escuro,&lt;br /&gt;ou sendo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;espelho vulgo destino,&lt;br /&gt;retenho,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;convido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o resmungo que há pouco escutei,&lt;br /&gt;aflito,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a retirar-se e esperar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um surto sem receio&lt;br /&gt;do vidro espelho que me vendo,&lt;br /&gt;mancha-se de sua própria sombra,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pra não se acostumar&lt;br /&gt;nem tampouco resmungar.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sou uma vela acesa nas ruas dum rumo,&lt;br /&gt;que alumiadas pelo que assemelho,&lt;br /&gt;temem bem depressa eu apagar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é que as ruas escuras dum rumo não se entendem no escurecer,&lt;br /&gt;mas é nas ruas escuras dum rumo que aprendo a conhecer&lt;br /&gt;e acendo-me aconteço, sem assemelhar - sendo mais que ofereço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;num precioso despertar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-5047212613761315337?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/5047212613761315337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=5047212613761315337&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/5047212613761315337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/5047212613761315337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2009/04/espelho-tecendo-vidro-esbugalhado-o.html' title=''/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-5676900054679517680</id><published>2009-04-26T01:40:00.006-03:00</published><updated>2009-05-02T01:46:42.521-03:00</updated><title type='text'>para todo tempo ecoar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;descendo pela encosta outra vez. descendo pelas bordas da esperança, com esperteza. excesso de cumplicidade, pelo menos daqui, olhando, parecem duas rodas de fogo sobre-passando-através do tempo. olhe no relógio que horas são, está sozinho. duas horas atrás eram virtude e desespero, duas notas sempre no rodapé da mensagem. muda de canal, versa pelos obstáculos, a sua canção favorita, deixe tudo fluir pelos ouvidos adentro... werther... quero saber o seu nome, quero inventar uma busca por caminhos desconhecidos, dosar na medida do desequilibro litros e litros de suor e insensatez... oh quanto de minha longínqua desesperança ainda parece desperta aqui... seus olhos são vidros riscados em tempo de chuva... é que as palavras vem repetidas vezes para tentar avisar: qual obstáculo? qual sereno comentário, desta vez? bombardeios lisérgicos de mentiras e verdades... e quantas horas depois virá alguém avisar? - é uma das minhas canções favoritas.... e é tão bom escutar... quantas horas deste dia foram minhas de fato? à quem vive aquele que desperto parece sempre e sempre querer acordar, mas adormece, vivo, morto, estremece... está borrada a maquiagem, está descendo o risco na perna, está inchando, até quando explodir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;seu rosto inchado parece ofuscar toda beleza de outrora.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;suas lágrimas desceram pelo rosto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;pela beira do mundo que existia em você.&lt;br /&gt;doze horas são o mais perto daqui.&lt;br /&gt;doze horas são o mais perto de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;os seus versos são uma mentira deslavada.&lt;br /&gt;os restos no prato, e a vida entulha: versos e vestígios,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lentamente tudo parece ficar sob a fumaça e se espalha&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;e se envereda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por mentes e entre vozes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;e do próximo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nada se espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é a única veia existente,&lt;br /&gt;é a única possibilidade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;veementemente posso dizer:&lt;br /&gt;todo mundo está morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quem não estiver,&lt;br /&gt;que levante aqui -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lembra de quantas vezes estivemos aqui antes?&lt;br /&gt;lembra de quantos goles fizeram esquecer o dia e o outro dia e o outro dia e o outro dia e o outro dia e o outro dia e o outro dia e o o outro dia e o outro dia e o outro dia e o outro dia e o outro dia e outro dia passou tão longe que ficamos aguardando ansiosamente por uma próxima oportunidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quem sabe essa noite quem sabe, esta noite, tudo pode virar e verter numa deliciosa e sofisticada&lt;br /&gt;contrariedade vulgar da vida que se desmancha e se refaz, que se levanta e logo cai... ai ai, rimai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se combinarmos fica, se você for, eu vou também.&lt;br /&gt;a brincadeira é imaginar possibilidades -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e depois viver, duas vezes ao dia, duas vezes na semana, duas e duas todo mês,&lt;br /&gt;deixa que o resto fica com dois dos seis – quero cair entre nuvens imaginárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só o chão pode sustentar sonhos tão bons&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;que só o céu pode fazer despertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;toda frase merece estar morta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-5676900054679517680?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/5676900054679517680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=5676900054679517680&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/5676900054679517680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/5676900054679517680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2009/04/pra-todo-tempo-poder-ecoar.html' title='para todo tempo ecoar'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-4222231268926422153</id><published>2009-03-28T16:21:00.006-03:00</published><updated>2009-04-26T01:06:17.882-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;“Como a mais leve brisa”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Hoje eu quero o meu quarto escuro,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;quero meu canto fundo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;e só.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;quero deixar as coisas velhas,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;quero respirar, deixar toda água correr,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;no rosto, o que for mágoa, o que é tristeza,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;tudo isso correr como num rio longo, sem fim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;hoje só quero encontrar alívio na existência,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;pronto para a próxima, mas, antes, esta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Esta noite, todos os versos riscados,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;todas as cartas antigas, todos os gestos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;trancados no fundo da alma,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;como um grito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;hoje quero ser apenas leve brisa percorrendo por todo meu sonho,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;esta noite, estrelas devem cair, pedidos devem findar, e, algumas horas depois,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;tudo de novo recomeçar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;tudo de novo, simplesmente,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;acabar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Círculos perfeitos –&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;toda mentira lavada com sal,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;saliva, suor – toda mentira,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;mostrada, à luz do céu –&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;toda mentira prostrada –&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;à luz do céu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Deste lado, na margem de cá,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;a vista pode até parecer tranquila,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;mas esse vento calmo e tranquilo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;percorre e alcança toda turbulência&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;que surge nos traços mais fundos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;e nas superfícies mais imperceptíveis&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;desce no que corre para o mais longe, sem fim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Sim, estou triste, e essa tristeza&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;tem a cor do meu céu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Hoje está escuro, parece a noite do fim de tudo,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;parece um grito engasgado, o silêncio na dor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Sussurros e assovios – toque que apaga a luz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Aceno breve, e o que passa, passa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Meus dias parecem, avistados de longe,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;cicatrizes abertas, por mais estranho que possa parecer,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;inconcebível é o amargo da vida florescendo,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;inimaginável é só aquilo que acabou de acontecer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Meus dedos estão atentos, embora, assim mesmo,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;estejam tão sonolentos. Mas percorrem&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;toda superfície do universo;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;de olhos fechados&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Deslizando toda falta como parte do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Por que ela não para de falar?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Por que as mais tagarelas parecem intragáveis?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Vinho intragável é aquele bom para temperar a carne,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;e carne a gente come, Come toda, e come bem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;O quanto cabe. E até mais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;queria que acabasse logo, que chegasse o fim da noite,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;queria que fosse como na primeira noite,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;no primeiro inverno de todos os tempos,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;quando só existisse frio – se é que houve essa hora;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;e que as coisas da vida fossem coisas da vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;e que todo escuro acontecesse com alguém apagando a luz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;e que, antes, houvesse o que só haverá um dia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;numa noite dessas quero dormir e acordar, dormir e acordar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;ser a brisa mais leve desse sonho, entrecortado por lampejos de consciência:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;o mundo é uma bolha com alguém dentro, que agoniza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Me avisa quando chegar a hora,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;me avisa quando for vir aqui.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Só deixe um recado, caso volte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Se não for voltar, melhor nem avisar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;A espera é um momento de reflexão,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;ou um instante infindável,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;de dores profundas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Escolha o que quer,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;qual é a meta dessa vez,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;desconecte os fatos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;das semelhanças.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;vista suas escolhas,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;e ameasse tirar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;fora – A SUA VIDA SÓ É SUA PORQUE PENSA ASSIM?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;quem mais quer? quem quer mais que você?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;A segunda pessoa só vem antes da terceira&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;porque assim fica mais fácil identificar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;quando foi que a primeira aprontou por aqui.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Luzes, câmera e uma porção de acontecimentos,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;lampejos de curtição, alegria, conheço um lugar,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;chamado distração! é lá que ficamos,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;quando não sabemos fingir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Uma profunda tristeza assola por aqui,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;meus sentimentos são de melancolia e&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;aversão ao que passa ser alegria,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;entusiasmo, paixão. – Desejo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Meus dedos estão secos e&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;saíram agora de dentro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Da boca, do menos, palavras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Agora, no fim, de mais,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;o que poderia vir?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Águas passadas, línguas sem voz, ventos tortos e sem direção –&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;é que você não pode sentir tão longe assim,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;precisa arriscar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;começar a correr, na direção do vento,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;e contra todo sopro, um pouco de dor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Depois, calmaria, é assim que às vezes,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;funciona.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Apesar, que funcionalidade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;não é finalidade aqui.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;É só o quarto escuro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;que quero alcançar,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;e descansar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Quero só um canto fundo,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;e a luz apagar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;de meus pensamentos,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;estrelas caindo,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;como do céu,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;da dor do meu mundo,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;na cor que é a cor de tudo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;por algumas horas, sendo aquele espaço que pretende a luz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;como na mais breve brisa, esta noite quero percorrer meu sonho&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;(e só depois acordar).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-4222231268926422153?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/4222231268926422153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=4222231268926422153&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/4222231268926422153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/4222231268926422153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2009/03/como-mais-leve-brisa-hoje-eu-quero-o.html' title=''/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-8140079291954964660</id><published>2009-03-18T17:51:00.010-03:00</published><updated>2009-04-26T02:15:16.903-03:00</updated><title type='text'>alguma vida</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;não estou mais suportando. me sinto cada vez mais longe de tudo. até quando posso suportar? quantos males ainda podem alimentar esses pensamentos 'absurdos'. sim, porque pode ser absurdo tudo que nega a vontade de viver. ou pode ser indeterminado, ou inssosso, ou nada, pouco, profundo (?). meus lapsos de sobrevivência dando caldo para auto-sabotagem, lastro de subserviência, duma existência, frente ao velho esquema esquizofênico de derrotas significantes demais, ajustadas demais ao padrão pré-estabelecido de metas abandonadas além da linha do imaginário, ou do pretendido, do sonhado, perseguido, prostado, agora, diante a banal e a leveza de uma morte sem significado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;mas o que pode, ou deveria, significar qualquer final? recomece seus pensamentos do zero antes que os aborreça. sei que pode ser menos preguiçoso, sei que pode juntar os cacos novamente, sei que pode se emocionar e contrariar todas as expectativas frustadas inseridas: num rosto que aparece quando fecha os olhos; segue a fumaça espiralando pelos caminhos do ar... segue esse obscuro espaço, essa mancha no espaço - de dentro da casa, era como se seu mundo fosse se abrir, e quando estava fora, há quantos dias esteve ali? com quem se comunicou? qual era a pretenção, os sonhos, e as palavras repetidas, quase exaustivamente? de quem era o segredo? de quem ganhou aquele sentido? quem ofereceu canções de ninar numa noite inesquecível, pela profunda dor que sentia, e pelo alívio que sufocava, antes de respirar?&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;todas as perguntas podem ser encontradas antes de dobrar a esquina. as respostas, esquivas élices entre nuvens de algodão. tantas horas sobrevoando dimensões inalcansáveis, deslumbrantes... tantas noites tentando controlar o sentido que dará à própria vida, além do mais, quem é que garante que está mesmo vivo? é o sentido que me pertence. é a hora mais longa. é o breve suspiro. é a vida. sem fim. disseram, supostamente, disseram, que... o que importa o que disseram? quantas vezes dar ouvidos é realmente bastante? de qual maneira, esse gesto, e s c u t a r, pode ter importância... quando falam e falam e falam e falam e tudo que querem é somente falar e falar, porque o que mais fazer? se pode dizer, se pode contar, mostrar na boca o caminho do mundo... está bem, hoje vou ouvir. estou cansado, entregue às horas... a cabeça dói, pode ser a falta que o café me faz, pode ser de tanto sentir sem ultrapassar a linha dos pensamentos para inventar! criar! e fazer o que me dá prazer. o que me satisfaz. e o que traz qualquer coisa de coletividade. sim, pois, para viver só, basta meu mundo, inestimável. para além e para fora é preciso também conhecer, descobrir, inventar, descender e encontrar &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;o outro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. continuidade de pensamentos e ações, parcerias de universos, sem aquele papo de unidade nem de variedade! mas completar, acometer, assolar, desprender, criar-realizar-viver!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;difícil é uma palavra complicada. mais difícil, e mais complicado que isso, é repetir, centenas, milhares, infinitas vezes: agora estive lá. de todos os processos mentais, talvez haja algum ainda imerso nas profundezas do pensamento mais obscuro que continue desconhecido, impertubável. adormecido. (condenado?) inatingível. nem adjetivos nem abstratos pensamentos podem acordá-lo e dizer seu nome. aliás, talvez não esteja imerso nas profundezas de pensamento algum, ou de esfera, ou de espaço, ou de canto, ou de camada alguma - em &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;profundeza alguma! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;mas esteja intocado na superfível mais clara e definída de sua mente, de seu corpo, de sua cabeça - de sua alma! na superfície da existência, acolhida pelos tempos imemoráveis-futuros-presentes!, adormece uma vontade de ser para além do sim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;em alguma hora de esquecimento. em algum lugar, em algum sonho. alguma vida, no fim.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-8140079291954964660?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/8140079291954964660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=8140079291954964660&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/8140079291954964660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/8140079291954964660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2009/03/alguma-vida.html' title='alguma vida'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-4352066261572931394</id><published>2009-03-14T02:19:00.011-03:00</published><updated>2009-03-18T17:45:11.249-03:00</updated><title type='text'>descongruência</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Duas horas procuradas pelos ponteiros de sua mente. Dúzias de chamados, contrários, favorecendo toda inquietude - que seja sua Doce e molenga mania de esquecimento. Dores profundamente esticadas, até o fim, assim, no de dentro de mim, uma cara estúpida de contradição, dedos erguidos, numa postura quase aborrecida; transtornos psíquicos, alicerces da emoção abalados pelo mesmo efeito daqueles tempos convocados: tiranos sem razão, olhos fundos, quem quer uma hora-vida, aposte aqui:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Aqui encontra-se sua ferida. Afundando com a ponta do dedo, todo cheiro podre, toda emoção no ar, toda estranha esfera de amor,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Do que estava aqui, resta: um pouco de tudo. Está bem assim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Ao redor de todas as coisas, mesmo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;as mais estranhas,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Parece que estou perto de tudo que me fere,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;chamando por ajuda -&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Grito - desespero - arranco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;das víceras - Respostas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;há muito tempo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;perdidas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-4352066261572931394?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/4352066261572931394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=4352066261572931394&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/4352066261572931394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/4352066261572931394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2009/03/duas-horas-procuradas-pelos-ponteiros.html' title='descongruência'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-5903691305879225404</id><published>2009-01-07T22:54:00.004-02:00</published><updated>2009-01-13T14:03:51.381-02:00</updated><title type='text'>lullaby</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Calado. Falando. Sentado. Em pé. No quente, no frio. De frente pro mistério; coisas de maluco. Numa tarde daquelas, braços soltos balançando, em ritmo de queda. Tudo assim como fica no tempo de amar tudo que fica entre os braços que balançam no ar, e tempo de queda, o vento gelado toca a face e faz sentir a brisa forte o cheiro novo: amargo e doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para esta tarde quero um copo de saudade. Quero goles de vertigem, e um tanto de vontade. Pra verter tudo goela adentro e suave deitar na grama e espantar pernilongos na sombra e espantar pesadelos nas formas que aparecem quando fecho e abro e abro e fecho os olhos. Olha que coisa mais interessante, olha que coisa mais interessante: a vista as coisas que vejo, é tudo e tudo tão perfeito... meu dia parece aqueles versos esquisitos que na hora pouco parecem lhe dizer em palavras e um segundo depois um milésimo de segundo depois (oh Clarice!) um átimo de segundo depois pequeno instante cortado ao meio, meus pés fincam a areia como lanças no coração de alguém que procura seu par para dançar na floresta ao som dos pássaros e da cachoeira e da água calma e suave que gela beiradas e superfícies de pés submersos sem molhar a canela toda e a água está tão gelada hoje, esta tarde quero um dia que seja sombra que seja sol que seja lindo que seja como arco-íris pego de surpresa pela distância de um olhar... quero olhar o mar e ver o dia findar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio e sono. Medo ou espanto. – no de dentro e em torno. – rostos avermelhados, era raiva o que você sentia? Oh, como coça na mão na hora de pegar, se é pra arrancar os olhos que seja de uma vez, por quê fazer sofrer quem só sabe sorrir, ou chorar? – oh, pequeno risco de sangue que escorre na mão, mas quem estava ao lado da mesa? De quem era a taça de vinho branco e o copo de uísque e o ponche e o refrigerante, de quem eram? De quantos gritos formou-se todo aquele escarcéu? O seu copo eu levo para baixo. Sim, eu deixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que seja assim. Que os raios estourem a cabeça e arrebentem o chão. Que cortem as solas dos pés como ventos os horizontes; tanta coisa que tem nome e se perde no tempo... anúncios anunciam: é esta noite: um canto de saudade entre as paredes e o baço, corta lâmina corta, e espanta, corta, e sangra, corta no canto da boca, mordisca morde, recorta e balança, figurinhas de um álbum velho, fotografias em jornais e revistas, textos indecifráveis, palavras novas e saudades inventadas. Uma palavra? Sim, esta: parábola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranco com os dentes esse mantra e sopro incertezas no ar, com amor, tanto amor que dói. E você, vem me esperar na porta quando isso terminar? Vem, mas vem esta tarde, vem porque já não sei se ainda até quando posso e posso esperar? É que dói, quando chama, quando esquece, quando escolhe, quando aponta e distancia, fica frio, mesmo quente, e alivia lembrar quando a calma estaciona seu olhar sobre meu espírito e cuida do corpo como quem ama, e tudo fica inteiro dentro do tempo, sem calendários, sem regras, me espera no lado de fora? Sim, podias entrar, mas prefere sempre o longe se o perto aperta; espera? Sim, logo saio, logo chamo, logo logo estarei aqui, olha, meu espaço caindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus pés estão segurando o chão agora, sim, equilibrando este plano de chegar até aqui. Pode ficar em pé, mas pode se deitar e descansa e pode ficar assim, como de tarde. Irei molhar as mãos, e esfregar o rosto. Irei molhar os pés, e um pouco nas canelas também. Com sorte posso até me arriscar num mergulho no céu, pedir braços quando quero mãos, estender a mão quando pretendo força, e assim, olha, se estiver aqui, assim que eu sair, entrego-lhe mundos e universos criados por mim, quando olhava e sentia você dormir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem cá, olha, acorda... vem aqui, vem ver o que trouxe pra você, é tão lindo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-5903691305879225404?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/5903691305879225404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=5903691305879225404&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/5903691305879225404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/5903691305879225404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2009/01/lullaby.html' title='lullaby'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-1105197145159424341</id><published>2008-12-23T21:05:00.004-02:00</published><updated>2009-01-13T13:49:48.768-02:00</updated><title type='text'>aqui e para além do universo</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;essa noite será de estrelas e nuvens. essa noite vai ter festival de bandas e música, muita música. tem quilos de alucinógenos entre as coisas de dar medo em gente grande em filme antigo em carta amassada em vozes abstratas na cabeça de quem está trancado a sete esferas longe do centro que é sua mente seu coração de pedra seus calos que formam como um arquipélago em altos oceanos como uma galáxia de tombos em baixos caminhos rascantes vírgulas entre palavras, escamas, facas, esparadrapos, sangue, curto circuito, estrangulamentos, pessoas correndo na direção do ouro roubado, vertigens, sentinelas cambaleantes - só porque despejo qualquer coisa da goela só porque vomito como um porco voador só porque você está aí sentado bonito esperançoso entre lágrimas da sua companheira só porque você está assistindo tv enquanto deus não vem, não venha me dizer que o sol escurece sua vista que a chuva espanta teus clientes que essa atmosfera é um tanto esquisita e que prefere assim ficar em casa. seu caso é de derrubar qualquer projeto armado para alavancar para derrubar - contrastes. caralho ah quatro qésh burn. por uma semana estaremos todos assim, pensantes...inaugurações, uma a uma, a mesma, inauguração. sabe como se escreve cuidado com doze letras? assim: cuidadoagora. seu reto rosto rasga roupas raras rotas retas, amassadas. há duas semanas, uma garota olhou na tv o rosto de jorge dabliu buxi e disse: este é bill clinton. com quantas cores se faz um semblante envergonhado? vermelho, rosa, azul, cor de preto cor de branco cor de cócoras, de fazer cócegas, cor de nada.cor de neutro. cor de céu. cor de chão, de rio, de lua, de outros lugares esquecidos.amy wine e house é a princesa da vez. sua voz é um convite ao paraíso. seu jeito, suas letras, seus garranchos transformados em poesia, sua voz transforma qualquer dia em uma noite que jamais será qualquer noite dessas me chame pra sair, faz assim. guarda teu pijama, esquece as aventuras, esquece todas as fortunas de antes: agora é a hora de superar o mundo com duas palavras, aliás, uma: ADEUS. melhor que até logo. mais poético, mais, é muito mais preciso. agora, é qésh burn. agora, é Caralhoa4QéshBurn.nas noites de poesia, teremos poesia, nas noites de embriagues... cortesia. nas noites de lembrar e de pensar ou de viajar por galáxias distantes, este é um universo aberto a descobertas e ao que é desconhecido, até aqui, e além. boa noite, noite boa. de quantas cordas se solta uma mão? são tantas... mãos soltas, no ar, assim, eu pego, me joga, na minha direção, lança, arremessa, joga, eu pego - hum. está bem, eu guardo, assim, como vê. como bem me faz como bem faz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-1105197145159424341?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/1105197145159424341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=1105197145159424341&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/1105197145159424341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/1105197145159424341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2008/12/essa-noite-ser-de-estrelas-e-nuvens.html' title='aqui e para além do universo'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-1120502094703596238</id><published>2008-12-23T20:56:00.008-02:00</published><updated>2009-01-13T13:48:24.750-02:00</updated><title type='text'>a ordem do desespero</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: trebuchet ms;" align="justify"&gt;É para rastejar entre nuvens esquecidas ao chão. Vê-se que todo o problema de escalar por razões escalar razões pode ser seu desespero de encontrar um lugar em que tudo esteja conforme o seu lugar – o seu lugar é outro mundo – o seu mundo é universo de incertezas – suas certezas são papel rasgado em noite de pernas cruzadas – suas pernas dedos agarrando espaços sem tempo – espaço universo e tempo entre ruas escuras e pensamentos – sonhos e pedras caindo, o céu aberto no chão. – seu rosto colado – sua face esfolando – seus restos entregam – quem pega sua mão quer ouvir a sua voz? Passo a passo, um passo de cada vez. Colorindo a estrada com lapsos de consciência, na beira do mundo um muro jaz quieto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho como cordas balançando no ar – sozinho como portas batendo forte com o vento que entra pela janela aberta delicadamente por mãos despertas de um sonho longo em dias claros como sol, carregado de luz entre nuvens que rastejam como gente tão rente ao chão. São claras as suas vestes, são como seda parada no jardim, roupas e rosas esquecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portas: abrem e olha-se o outro lado. Ranger de dentes ranger de portas, madeira e cálcio. Adormeço no colo da saudade, é uma vontade de cantar o que jamais será universal nem mesmo sendo todo particular. É desejo de olhar nos olhos da morte e respirar calmamente, lento despertar de dores profundas e passadas... lentamente abrir os braços e abraçar o ar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a ordem do desespero.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-1120502094703596238?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/1120502094703596238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=1120502094703596238&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/1120502094703596238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/1120502094703596238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2008/12/para-rastejar-entre-nuvens-esquecidas.html' title='a ordem do desespero'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-3344694591681935023</id><published>2008-12-23T20:06:00.029-02:00</published><updated>2009-01-13T14:01:51.492-02:00</updated><title type='text'>a última sorte do dia</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: trebuchet ms;" align="left"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Tentamos a última sorte do dia: como descer até embaixo no chão e depois voltar a subir e escalar o céu caído por cima naquela luz de desespero e calmaria e desdém colado à boca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisas acontecem em quase todo lugar em lugar de acontecimentos que se adiantam, e perdem. – aviso: importante: é aquilo: que, se: vê? – Vê quanto tua volta me faz feliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas voltas você quer que eu encare antes de saltar definitivo entre bruscas visões do lado e errado ou certo de que ventando ares de rebeldia poderia encontrar-me um dia (?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, ou entramos por esta fresta ou, é, desta feita não haveria mesmo de adiantar uma escolha, extra. extra-mundo, extra-fresta, extra-furo, extra-nada, extra-tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Tua melhor companhia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui ao lado, a mesma louca situação. Estava o banco da praça, o corpo deixado e o sol cobrindo tudo em volta apesar do frio cobria tudo em volta, além dali. Era como o frio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de manhã, de largo chão, vasto céu e caretas expressivas, inexpressivas, quietas, irrequietas. E toda sorte de rostos caros e baratos e caras e caretas e toda sorte de mundos e universos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;subversivos, constantes, turvos e retilíneos, toda a sorte de mundos cheios: e o vazio, atraente, e agora outra cena do centro perdida, e de medos vestida, e o vazio, este,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contínuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(09.08.07)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;invisível, agora, escavo na maneira uma forma e esvazio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;soltando os pés. Esvaziando as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro doses dores saltos sustos surpresas, aliás:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encantamento, toda forma - de&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E n c a n t a m e n t o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sopros e salivas e olhos e olhares suspiros,&lt;br /&gt;E toda forma de&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desdobramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janela e porta e beco e céu, e a mesma imagem aos pés outra vez,&lt;br /&gt;Sonhando desesperos travessos, desnudando avesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto de inocência além da palavra?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms;" align="left"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Quanto de intriga além do oposto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto de palavra além da inocência além do oposto além daqui além de ti além de mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E suas iguarias estão no quarto, lembra-te de quando trouxe tudo para cá,&lt;br /&gt;Lembra daquela manhã chuvosa, o barulho do trem e você, avisando,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querendo, tentando, o marulho o marulho, o marulho que tens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de cada alma um lugar esquecido grita suaves melodias&lt;br /&gt;Dentro de cada voz uma chama queima em lugares distantes,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser para além dos quartos e ser para que partas&lt;br /&gt;Numa parte igual e uma parte que não tenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só porque nessas horas e nessas vezes&lt;br /&gt;Somos parecidos com o que sonhas,&lt;br /&gt;e acordas em cada manhã,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressequida de dores de saudade, endurecida das lembranças loucas e caras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms;" align="left"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;(estão tirando fotos lá fora é pra aquecer uma imagem – é pra esquecer.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se queres sentir-se como um artigo de vitrines, então defina:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms;" align="left"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;a cor, o jeito, a dor, o medo, assuma o descontrole, &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;o risco sem segredo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms;" align="left"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;arrisque um preço, e depois, &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;ofereça para todos os contornos e fins, a meta desse conforto,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms;" align="left"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;nada parecido com escrever uma carta, &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;ou dizer o que pensa, mostrar o que sente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é como dar de volta o que nunca teve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora em desalinho, meço dedos e formas&lt;br /&gt;Para olhar entre elas, as medidas perdidas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros medos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para amar dentro desta paisagem, transbordando alegrias,&lt;br /&gt;preferindo viagens, estar em movimento, amando,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transbordando paisagens, sonhos, lugares,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deslizamentos.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(14.08.07)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sentimento de qual idéia?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-3344694591681935023?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/3344694591681935023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=3344694591681935023&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/3344694591681935023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/3344694591681935023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2008/12/ltima-sorte-do-dia.html' title='a última sorte do dia'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-5207317555578927587</id><published>2008-11-02T23:21:00.015-02:00</published><updated>2009-03-19T10:47:30.399-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify; font-family:webdings;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Pronta pra saltar aos olhos do mundo no espelho de sua alma. Com segredos antigos e cores estranhas em seus contornos. Cada traço seria outro instante perdido. Toda sua graça se desfez como pólvora no ato explosão. É que tanto mato a deixara infeliz, e ansiava mais que os peixes as profundezas resvalando superfícies intermináveis de desejos que lhe ferviam nas veias e pulsavam e puxavam até o fim fôlego perdido como veste caindo suavemente no ato (nunca falho) do amor e do gozo. Seu universo jamais será o mesmo. É como sente sua dor. O universo jamais foi o mesmo. Deseja a cidade, e deseja cair. Sem medo, e sem ninguém. Assim, transformada, seu livrinho entre as mãos desaparecera. Fica o gosto doce, acre, sutil, ardendo na garganta e trazendo prazer licor, canções imaginadas como trilha sonora para o dia seguinte. Cidades inteiras pulsarão em sua alma, e só pode seguir. Seu silêncio é o som da fala esquecida. Doze anos antes, pela primeira vez, no prazer de entrar e sentir dentro dela seu corpo e só. Depois, suando em fuga e procurando respostas nunca encontradas. "pode riscar seu nome de meus cadernos?", "pode escrever seu nome em meus cadernos?", "eu queria ter tudo de volta - nunca mais perder você e deixar de escutar: minha boca está sedenta de seu sopro". Todo absurdo será lembrado e esquecido no café da manhã, e pela primeira vez, dirá que sim, pode deitar seus olhos em mim, e saltar...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-5207317555578927587?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/5207317555578927587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=5207317555578927587&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/5207317555578927587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/5207317555578927587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2008/11/pronta-pra-saltar-aos-olhos-do-mundo-no.html' title=''/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-3416865522982101532</id><published>2008-11-02T20:27:00.013-02:00</published><updated>2009-03-19T10:48:47.905-03:00</updated><title type='text'>ponto de partida</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Será que faz falta aquele suco de melancia? Será que suas vestes sentem falta da minha? Esse ano quero ver se alcanço ou atinjo um novo recorde: serei eu mesmo rei de ninguém! A trezentos quilômetros por hora, sentado no chão, olhos vidrados, paralisado no abismo, no meio do salto, em cima do mundo, no centro de tudo: que universo mais lindo daqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava escrevendo uma carta com palavras antigas, era pra tirar as pedras de cima de alguns sentimentos, pra ficar aqui com meus princípios aguçados à procura de mais um fim. A fim de quê? A fim de me lançar por entre esperanças coloridas em um fundo preto e branco e coroar esta escolha com palavras especialmente requeridas: quero um pedaço de paisagem. Quero um pouco de asfalto e estrada no meio da floresta, quero transferir toda maldade praonde for toda bondade quero interferir com força e suavidade, sem rima, com sincronia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centenas de anos ofuscaram a chegada daquele rosto no meio da multidão, tantos desejos se confundiram com promessas e modelos de alegrias que mais pareciam comigo, aqui, paralisado na boca do abismo, à espera de um sopro que me re-convide a dançar, que me re-lance por aí, à espera de uma sombra que me re-conquiste para re criar alguma alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos uma noite entre estrelas e luas descobertas. É que a noite faz isso, é que a noite parece sempre abraçar, é que estar sozinho e sentir vontade de chorar é sentir a noite e querer abraçar... o grito despedaçado no vazio, como sombras percorrendo destroços.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; font-family:webdings;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;No final das contas estarei naquela praça recolhendo meus dedos da grama, alisando pelos da perna, coçando o nariz, estarei sentado entre pombos e cachorros, parecendo correr contra o tempo todo correndo lento contra o tempo todo sentado assim sem correr.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-3416865522982101532?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/3416865522982101532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=3416865522982101532&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/3416865522982101532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/3416865522982101532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2008/11/ponto-de-partida.html' title='ponto de partida'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4923056575217238044.post-4666364872277505654</id><published>2008-11-02T09:36:00.004-02:00</published><updated>2009-01-13T13:51:36.026-02:00</updated><title type='text'>Caraiah4 – Qésh Burn.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Com quantos paus se faz uma canoa. Com quantos mares um oceano. De quantos sonos um acordado. De quantos mundos uma verdade. Outro dia na rua tava de quebrada uma parada obrigatória, eram cinco pras duas e ninguém sabia bem por onde começar. É que o que suplantavam estava há tempos ainda numa despedida, e por incrível que pudesse talvez quem sabe qualquer vida aparecer por aí deitado em chamas guardado em panos resvalando como gotas mornas na boca de um precipício. Uma onda é aquela, outra onda é: esta. Na rua os postes de iluminação caindo com a lua debaixo dos carros passando sobre o asfalto molhado, deslizando feito barcos, sujos, lisos, opacos. No coração da cidade: bate um sino: pergunta viva: pedaço morto: de ferida aberta: pele seca: corte corte e corte... outra cena: brinquedos coloridos de fazer risada. Fábrica de tecidos. Linhas que costuram mentes abertas e pensamentos que se cruzam em becos fechados, como dizem: sem saída. Agora é a porta aberta que me chama. Até logo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4923056575217238044-4666364872277505654?l=qeshburn.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://qeshburn.blogspot.com/feeds/4666364872277505654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4923056575217238044&amp;postID=4666364872277505654&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/4666364872277505654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4923056575217238044/posts/default/4666364872277505654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://qeshburn.blogspot.com/2008/11/caraiah4-qsh-burn_02.html' title='Caraiah4 – Qésh Burn.'/><author><name>qeshburn</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11685885889611280994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
