sexta-feira, 20 de novembro de 2009

tanta falta

som de fazer barulho por fazer e nada mais, só aproveitando a situação, para promoção de alguma louca circunstância, se serve de desculpa, vai bem, se nem serve, tudo bem também. agora que estamos prestes a arrebentar com toda essa história de lamentos, protecionismo arrependimento e o que mais faz com que seja assim menos quente, morno quase morto, e eu aqui vivo pra cacete, cumprindo com possibilidades descomprometidas com a salvação do que restou; ah é? pois bem, considere que o que poderia ser apresentado como novidade está quieto á espera de qualquer coisa que o valha como teu. dele, dela, nosso, de quem for que seja agora e que valendo algum trocado, venha em boa hora. na porta do bar qualquer confusão despejando ódio e amor e nada mais. sabe como é, uma conversa aqui, outra ali, e cá estamos nós outra vez em silêncio à espera de alguém que traga um pouco mais de violência para dentro desse estado de graça. de tédio. de procura. de contrariedade vulgar, contesta. ou, sabe como é, podemos pegar um trem, um avião, podemos ir à pé até a próxima esquina, esquivando e esbarrando a cada passo em alguma imagem semelhante ao que tem, ao que pode, ao que quer, no encontro de duas vozes vazias de sentido: som, palavra, lugar.

veja, olhe, o que isso representa para você? será que pode mesmo escolher a sua roupa? será que pode despir sua agressividade de vestígios de calmaria? pode ser inteiro, mas nunca metade. pode ter um pedaço, desde que tudo faça entrar pela boca como era antes. devora seus sonhos como quem desencontra-se do que poderia ser uma longa espera... calçando sapatos apertados demais! agora, descalço, caminhando pelas calçadas, entre soluços e gritos que trazem para depois alguma lembrança do lugar em que esteve. pode ser que dure mais um pouco, mas o resto nunca virá de carona na sua memória perdida.
são quatro minutos de encanto, eram quatro da manhã, quatro horas de pesadelo e só.

- tanta falta dos dois lados, e não se busca diminuí-la nesse lado próximo, mas longe. então, isso aumenta.

terça-feira, 14 de julho de 2009

contraponto

As maiores tendências desfilam sobre pântanos recobertos de incertas normas aplicadas no dia-a-dia por uma mente insana. Impregnado de senso comum seu jeito estranho de conceber idéias prontas, idéias feitas da mesma forma que astros mergulham pro fundo de oceanos nunca antes imaginados – é que o verso se acostuma ao tom da voz, por isso repetimos palavras, mesmo que revestidas de diferenças que, nem sempre, fazem a diferença. O que se espera de um ponto qualquer, além de segmento, além de circunstância, além de desespero, além de outro sucesso, é que se controla o passar dos anos, nada se faz aqui pelo que se sabe, pelo que se quer, conhece, pretende – pelo que desconhece é esse o que aproxima o seu ouvido do trepidar da chama. É preferível tanto barulho morto a esse som. Contraponto: deixe soar o fim. É que certas manias correspondem à vontade. É que certos sujeitos submetem a vontade a certas manias que submergem no pântano recoberto de incertezas e pesadas teorias, pesadas palavras... Tendências como risadas em bocas de dentes arrancados no alicate, a seco.

Contraponto - 15/06/2009. 20:21hs -

eu aqui neste banco, sentado, olhando o tempo passar enquanto

NINGUÉM SABE RESPEITAR ESPAÇOS INTERNOS,

em frente à praça pública, por uma rua escura, o telefone insiste em tocar,

Tenho andado por aí, puto com tudo, sem saber como faço para aumentar esse processo de redescoberta, mas será que precisa? Será que precisa ser ou ficar dessa forma, olha aqui, está bem assim ou é melhor tentar outro jeito? Foda-se, cale-se. Grampeie esse objeto não identificável, transporte toda essa sujeira para longe, seja gentil consigo e com as outras pessoas, se vão voltar, que hora fiquem por lá mesmo, que obedeçam certos cuidados, que procurem seu lugar ao luar... entre coisas que sei e outras que esqueço, pretendo conhecer determinadas paragens, como posto que alicerça sonhos febris, doentis, senis, costumis, ovinis gentis; sucatas racionalizadas! Determinantes facilidades que sujam as mãos preciosas que estavam prontas para puxar seu freio e riscar da lista de prioridades: desejos postergados. Loucuras engendradas por estradas e sonhos obscuros, obsoletas maneiras de desenhar beldades intelectuais. O que resta fazer senão esperar aquela vez. Com uma pressão na cabeça, algo que pressiona quase estourando. O que espalharia pelos ares e pelo chão caso minha cabeça estourasse agora mesmo? Prefiro não imaginar, às vezes prefiro ficar aqui e esperar. Mas é como se estivesse perdendo alguma coisa. É como se estivesse no mesmo lugar sem querer. Se observo no ar, uma possibilidade que se forma, alguns pontos que me observam também, mas aguardam, uma ação, contrariando expectativas, perspectivas. Tudo mais fácil nessa situação. O espelho está lançado ao instante presente, ao instante seguinte, no instante passado: reflexo que permanece sem ser tocado, sem ser percorrido por olhares atentos, ou distraídos. A dor é uma coisa que nunca se perde. É como deixar pra ver depois o que nunca estava lá. Ou estava? É como suspirar mais fundo e esperar ser entendido como quem busca uma saída, um final para isso. Os ossos triturados por pensamentos arredios. Quer mas não quer. Quer mais não deixa. Ameaça entrar, ameaça sair. Tudo parece diversão, poesia, e todo passo confunde-se entre situações idealizadas que nunca acontecem. Sensação leve e obscura, pensamentos pesados como horas sem fim. Ela saiu pelo mundo sem pai e sem mãe, buscando sua imaginação perdida, tudo que encontra se desfaz no olhar, o que toca torna-se seu, torna-se livre, e verte lembranças de sonhos e de noites que foram a sua hora menos tardia, seu corpo, sua alma sua luz e escuridão. Todos estavam lá, mas nada parecia como antes, o vidro espalhado pelo chão, as paredes arranhadas, espaço vazio que aguarda ser descoberto. Lugar de muitas idéias e mitos. Se fechar os olhos, pode ouvir os gritos, pode ouvir os pedidos trazidos pelo vento, deixando o olhar na imensidão lá de fora, pode saber da janela as cores que um dia foram dela. Além de seu contorno, além de qualquer viagem. As cores da janela pintadas por olhares distraídos, e atentos. A fome daqueles anos, era fome de amor. Agora, parece sentir, além da vontade, além do desejo, além da fortuna, além da dor, uma esperança que se espalha, como pontos que percebe no ar.

terça-feira, 7 de julho de 2009

é por lá que posso ir

disseram que algumas pessoas voltam, é verdade? ou quando se parte se parte de verdade? sabe, meu riso é sincero, se me perco sem desenvoltura, é que agora estou com frio, vendo você despertar, começo a pensar: onde eu posso estar agora? como é a vida após a morte do dia se a noite parece nunca chegar ao fim, e hoje que não a quero, e hoje que a quero. de onde vê a rosa é tão linda, e como a pega, e como a faz, e como a cheira, e como sente tudo passar entre os dedos e sente todas as horas passar por você, saindo pela boca, num sopro de ar quente e febril. as escadas para o porão. fechadas. as escadas para o sótão. fechadas. as escadas para a rua, abertas. é por lá que posso ir.

em minhas caras e bocas um quê de verdade. veja, olhe e acredite, é mesmo o que está vendo. meu passado torto desmontado, últimos meses de tanta luz que podia aceitar que fosse e seria assim sempre, mas o que é? difícil acertar né, difícil continuar acertando. mas quem diz o que está certo e o que deu errado? quem aqui é que está preocupado. as chamas ardem pois há fogo. é a fome do que te promete todos os dias, mas vê se cumpre, mas vê se escapa de uma vez por todas. mas que blusa apertada... mas que coisa chata, mas como pode deslizar com desenvoltura pelas imagens mais obscuras, o que encontra pelo caminho é um tanto divertido, é um tanto preciso, o que encontra pelo caminho, desperdício, transbordar de possibilidades, caminho livre, quase dá pra passar.

o que se alicerça adiante é como uma miragem, mirabolante, mas obscura, se esticar o braço alcança, se desfaz. olhe pra cima, o sol apareceu hoje, mais quente, mais presente. é como férias de verão, neste inverno, nem todo o frio está por aqui, tem algo para aquecer. uma vontade de dizer... uma vontade de sentir o silêncio e rejuvenescer... sentir -se mais jovem, mais novo e inteiro, nu.

as mesmas manias travestidas de vontade. ai ai, quanta inverdade. se tropeço ali na frente, se caio e se levanto, se ofereço qualquer passo ao risco, estabeleço uma serena ligação com o que me aguarda, sem pesar. apesar... que o dia hoje parece bastante estranho mesmo. sem medo das palavras. sem medo de soar repetitivo. sem medo de acertar, ou de soar parecido, pois, onde mora o acerto? ou se esconde? mereço toda paz e todo turbilhão que há por aí, e mereço muito mais. me ofereço, e está feito. sim, só para atualmente consentir uma voz que percorre meus ouvidos, de lado a lado. quer ouvir? ei, psiu, acorde, levante, siga em frente, é uma procura interminável mas o que mais quer? acomoda tuas virtudes e logo terá um saco de merda amarrado a seus pés. por todo seu caminho.

é assim: uma, duas, três horas da tarde. a sua discórdia desfaz minha saudade. opa, peraí, delírio? ops, é quase uma virtude não saber mentir, é quase uma verdade. pois o dia todo esperam por mim, e eu estou aqui, esperando por ninguém, diante de mim mesmo, procurando não sentir e sentir, desvendando mistérios que a dor desperta, desvendando mistérios que na dor despertam.

sábado, 4 de julho de 2009

só quero ficar

mas eu só quero ficar, sozinho aqui
mas eu só quero ficar, sozinho aqui

e quando a noite adentro, e quando o sono vem
de que adianta o sonho me trazer você

se eu consigo esquecer.

é de dor que se faz alguns dias?
é de dor que se perde tantas horas?

é de dor que se descansa do prazer?
é de dor que se pergunta o que faz?

e de pensar parece que...
as cores se confundem
se perdem no olhar...

meus ossos quebrados todos esses passos demarcados
uma caminhada que se espera na hora de chegar;
no meio da noite, a cada sono dormido, acordar

a cada cinco minutos, assustado, de olhos abertos
entendendo uma vez mais, que tudo acabou.

meus ossos quebrados, meus braços cansados, querendo abraçar,
meus olhos fechados, tentando encontrar, uma voz, um silêncio,

que me traga paz, que me faça descansar,
mesmo que meus ossos quebrados
insistam em lembrar:

o que desmancha não se sustenta, o que se perde,
e nem percebo quantas horas são feitas de amor.

cada detalhe perdido, cada segundo desperdiçado,
com um gesto dissimulado, desmanchando horas de prazer e alegria,

não era o que queria. sim, gostaria de atender,
sim, gostaria de dizer, está tudo bem, usar as palavras que sentia,
e não desperdiçar cada segundo com bobagens, e sem verdade.

meus pés estavam cansados, meus olhos, minha voz embargada,
mas o que sentia era claro como tudo o que faz bem: estar ao lado

e responder sim, como um abraço - me abraça

essa noite...

mas eu só quero ficar, sozinho aqui,
eu só quero ficar, sozinho aqui.

e se o sono vier, me confortar,
e se o sonho me trouxer você,

de que adianta,

se eu consigo esquecer.

sábado, 2 de maio de 2009

tudo para um instante no ar

a uns dez centímetros do chão,
tudo para um instante no ar.
a saudade de algumas horas, a saudade...
de todas os dias, o que mais alimenta
doces lembranças em barcos de papel,
sobre a água mais cristalina... lá no fundo,
do outro lado uma obscura forma se revela,
para todos os seus devaneios, um pouco
de imaginação, que suga seus restos,
que aniquila sua vontade de voltar.
É tanto amanhã que se faz perder,
em tanto de coragem tardia, em tanto de vontade.
um bocejo na boca do abismo, uma alegria,
de braços abertos no encontro de uma vida,
com versos que findam, em palavras que sopram,
um pouco de sentido, um tanto de saudade,
uma última vertigem, na face do espelho,
em frente a rua no final da avenida,
qual é o ânimo que entrego a meus vícios?
o mesmo de todos os dias.
segredos entre roseiras em pântanos acolhedores.
no meu colo, pedaços de poesias e do amor,
retratos, surpresas, e desagrados.
Agrado instintos que mantêm-me vivo,
perpasso, toda uma esfera livre que conduz
por palácios e calabouços,
para além do permitido, além do impossível,
perto da escadaria fica o quarto dela,
e do outro lado, quase lá no mar,
fica espera abraça e induz,
ao que deuses esqueciam, e ao que
pessoas procuravam sem saber.
perto do mar,
entrega os seus versos preferidos
antes de olhar no fundo do mar,
na face do espelho,
a uns dez centímetros do chão.
tudo para um instante no ar.


19:32 – 29/04/2009.

domingo, 26 de abril de 2009

do outro lado

a descida até o prédio. desertos imaginários. a descida até o chão. desertos imaginários. a cobertura de uma ocasião, pelo que se sabe, seria tudo conforme previsto: outra forma de enrijecimento. meus dedos percorrem a superfície como tantas outras vezes, o carro está embaixo da nuvem negra, a tempestade pode vir e ser das mais fortes. mas onde encontro-me neste dia? numa estação inventada pelos olhos abertos de uma alma esquecida num mundo de jóias e lógicas destruídas. do lado dela, tenho um dia de sorte. posso mesmo estar certo, posso mesmo. é que às vezes tudo forma um caleidoscópio de ideias humedecidas e ofuscantes: - tanta coisa que se quer, em um dia de sorte - tanta coisa que se tem - em um dia de sorte - tantos dias que se vão - em dias assim, de tanta sorte - e tantos dias que se perdem, entre lembranças borradas de sol, ensolarados dias de sorte - nuvens sobre meu chão - sombras como possibilidades - passos como saltos improvisados - uma altura quase calculável - um fundo mais fundo que o sem limite da imaginação - acordem! - um dia de sorte, pela frente! ao lado dela, tenho dias de sorte - e sempre me viro muito bem quando estou sozinho. a sua sorte é levantar cedo e olhar : a sua sorte é olhar bem cedo pra ver : a sorte de quem esqueceu de se mover na direção que seus pés levavam, mesmo de olhos fechados, há tanta coisa que seus sentidos podem dizer : há tantas coisas que seus sentidos podem ver : há tanta coisa que se mostrar, entre encontros e cheiros de rua molhada, de chão pisado, o que é limite para além dali? abaixo do chão, um universo de esferas passadas, remotas lembranças vivas atrás da história que se conhece. você fala a minha língua? pode vir até aqui? com quantos anos se foi? com quantos anos se perdeu? quem foi seu pai, sua mãe, de onde veio, praonde foi? você fala minha língua? o que é isso que faz com as mãos? pode olhar a chuva e sentir os pingos tocar a face até escorrer para dentro de sua boca, e tanta água ainda escorre para fora do corpo, é quando visto as roupas de outrora, é quando visto as roupas de agora, é quando me dispo, quando me sinto sem roupas, é quando a liberdade alicerça sonhos que vão e vem num movimento de ondas sem fim... sim, a linguagem existe além de nós, é um universo paralelo, são possibilidades como sombras sob meus pés em dias de sol, como pingos de chuva escorrendo pela face para dentro da boca e para fora do corpo... em minhas visitas às memórias, ao acaso - lapsos de consciência são bem vindos pois - quem é quem em sã consciência? - quem é, o que há, nesta consciência? - o que faz uma lembrança quando recosta-se e apoia seus braços no balcão de um bar, olha em volta, e do outro lado, e pede uma dose do que quer que seja para o seu paladar, o que quer que seja para dentro da boca, escorrendo para dentro do corpo, para dentro da mente - o que quer que seja, em sã consciência? que é, foi, está, esteve, breve, longamente, na dialética dos fatos - memórias autoconvidativas, autodestrutivas - invente - crie - seja livre para pensar. a bobagem maior ainda está para ser dita.
“espelho tecendo vidro”

Esbugalhado, o retardado movimento de conciliação
é desleixado e impresso numa cândida meia-tarde.
As lembranças carimbadas descem com a água
despencando chuveiro abaixo até encontrar

desculpas, conselhos, pudores,
contudo esfrega cabelos rancores.

Posicionado, o ar entra pelo vão vidro adentro,
esfria com jeito estranho pra não notar espelho.

Conservo um ar de quem gosta, misterioso
assemelho intuição tentadora,
invés, num deserto, num silêncio,
quando existe, quem o percebe,

espantado recebe, limpo como nenhuma natureza,
eu sabido enxame alucinado, espantoso
descontrolado sobressaio carismático,
pontual porém problemático, estranho,

empoeirado amante de retóricas incertas,
proponho protegido,
mais elegância, ou, aparentemente,

desperdício de talento.

Como embalsamar, com tamanho ridículo
ou como empalhar, com menor sorriso,

sentirei sob meus castanhos restos arenosos,
a senão outrora mesma
abismada cicatriz, relíquia por trás das nuvens,
em cheio no céu caído por cima

do canto ecoado nas ingratas asas sem dono,

controverso ilustre outono,
eu empresto,

bem, devolvo, mês sem
consolo,

leio, desfeito atraente,
aqui contém.

Ouvidos aliviados na dor compulsiva,
louças enfeites jasmim,
senhoras e senhores, é esta a minha hora,
hora minha de aplaudir.

Sentem-se postados, enlaçados de envergonhar-se,

acompanhem a nítida impressão que cacei:
ilustre vítima aterrorizo endividado,
e tímido, e quase mesmo um pouco acanhado,

desço as escadas com pesadas palavras,
ultrapassando a sala, na qual escondo
o que direi de minhas cintilantes aborrecidas,
sibilantes feridas,

(escutei um resmungo, deve ter sido, acho que foi
espelho tecendo vidro,
que fui

sendo vidro tecido puro,
contenho,

vindo breve brilho no escuro,
ou sendo,

espelho vulgo destino,
retenho,

convido

o resmungo que há pouco escutei,
aflito,

a retirar-se e esperar

um surto sem receio
do vidro espelho que me vendo,
mancha-se de sua própria sombra,

pra não se acostumar
nem tampouco resmungar.)

sou uma vela acesa nas ruas dum rumo,
que alumiadas pelo que assemelho,
temem bem depressa eu apagar;

é que as ruas escuras dum rumo não se entendem no escurecer,
mas é nas ruas escuras dum rumo que aprendo a conhecer
e acendo-me aconteço, sem assemelhar - sendo mais que ofereço,

num precioso despertar.