som de fazer barulho por fazer e nada mais, só aproveitando a situação, para promoção de alguma louca circunstância, se serve de desculpa, vai bem, se nem serve, tudo bem também. agora que estamos prestes a arrebentar com toda essa história de lamentos, protecionismo arrependimento e o que mais faz com que seja assim menos quente, morno quase morto, e eu aqui vivo pra cacete, cumprindo com possibilidades descomprometidas com a salvação do que restou; ah é? pois bem, considere que o que poderia ser apresentado como novidade está quieto á espera de qualquer coisa que o valha como teu. dele, dela, nosso, de quem for que seja agora e que valendo algum trocado, venha em boa hora. na porta do bar qualquer confusão despejando ódio e amor e nada mais. sabe como é, uma conversa aqui, outra ali, e cá estamos nós outra vez em silêncio à espera de alguém que traga um pouco mais de violência para dentro desse estado de graça. de tédio. de procura. de contrariedade vulgar, contesta. ou, sabe como é, podemos pegar um trem, um avião, podemos ir à pé até a próxima esquina, esquivando e esbarrando a cada passo em alguma imagem semelhante ao que tem, ao que pode, ao que quer, no encontro de duas vozes vazias de sentido: som, palavra, lugar.
veja, olhe, o que isso representa para você? será que pode mesmo escolher a sua roupa? será que pode despir sua agressividade de vestígios de calmaria? pode ser inteiro, mas nunca metade. pode ter um pedaço, desde que tudo faça entrar pela boca como era antes. devora seus sonhos como quem desencontra-se do que poderia ser uma longa espera... calçando sapatos apertados demais! agora, descalço, caminhando pelas calçadas, entre soluços e gritos que trazem para depois alguma lembrança do lugar em que esteve. pode ser que dure mais um pouco, mas o resto nunca virá de carona na sua memória perdida.
são quatro minutos de encanto, eram quatro da manhã, quatro horas de pesadelo e só.
- tanta falta dos dois lados, e não se busca diminuí-la nesse lado próximo, mas longe. então, isso aumenta.
